- O BTG Pactual avaliou o TotalPass e manteve recomendação de compra para a SmartFit, com preço-alvo de R$ 18,82, sugerindo upside de cerca de dez por cento.
- O TotalPass já soma 1,7 milhão de usuários no Brasil e no México, com 32 mil academias parceiras no Brasil e 8 mil no México.
- No ano anterior, o TotalPass representou 15% dos check-ins da SmartFit no Brasil e 12% da receita, com crescimento de cerca de 40%.
- O BTG aponta que o TotalPass gera aproximadamente 0,8 vez a receita por visita em relação aos planos tradicionais B2C, mantendo uma diferença de preço intencional.
- O relatório destaca que o modelo combina maior utilização das academias com margens mais altas da plataforma, gerando alavancagem operacional, enquanto as ações da SmartFit caíram 29% nos últimos doze meses.
O BTG Pactual avaliou o TotalPass, a plataforma de benefício corporativo da SmartFit, e concluiu que o serviço é bullish para a rede Edgard Corona. O relatório destaca que o programa aumenta o lifetime value dos clientes e eleva as margens no longo prazo.
Segundo o documento, embora o TotalPass pressione métricas como ARPU e ticket médio, a análise aponta geração de valor por ampliar a penetração de planos mais caros e melhorar a utilização de academias. A expectativa é de maior lucratividade com a escalabilidade da plataforma.
A equipe do BTG observa que, à medida que a escala cresce, a contribuição do TotalPass para a lucratividade consolidada tende a aumentar, sustentada pela alavancagem operacional. O projeto não é visto apenas como canal de desconto, mas como evolução estrutural do modelo de negócios da SmartFit.
Detalhes da atuação e impacto operacional
O BTG destaca que o TotalPass já soma 1,7 milhão de usuários no Brasil e no México, com 32 mil academias parceiras no Brasil e 8 mil no México. No ano anterior, a plataforma respondeu por 15% dos check-ins e 12% da receita da SmartFit no Brasil.
A diferença entre check-ins e receita indica que o TotalPass gera cerca de 0,8 vez a receita por visita em relação aos planos tradicionais B2C, o que representa aproximadamente 20% a menos por atendimento. O relatório ressalta que esse desvio é intencional e parte da estratégia de volume elevado com preço reduzido.
Para o BTG, é essencial analisar o impacto do TotalPass tanto no nível das academias quanto na plataforma. Nas unidades, a maior utilização ajuda a diluir custos fixos, como aluguel e manutenção. Na plataforma, a estrutura de custos é mais associada a tecnologia e administração, com margens mais altas.
A recomendação do BTG permanece de compra, com preço-alvo de R$ 18,82, oferecendo um potencial de valorização de cerca de 10% em relação ao preço atual. A visão é de que, com a expansão, o TotalPass tende a contribuir ainda mais para a rentabilidade.
A SmartFit encerrou o período com ação caindo 29% nos últimos 12 meses, avaliada em cerca de R$ 10,4 bilhões na bolsa. A leitura do BTG reforça a percepção de valor estratégico do TotalPass dentro do portfólio da empresa.
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