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China amplia participação em feiras agrícolas do Brasil

China amplia participação na Agrishow, de 18 para 50 empresas no Pavilhão China, mirando tecnologias agrícolas nacionais e drones no Brasil

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  • A participação de empresas chinesas na Agrishow subiu quarenta e trinta por cento? Na verdade, de 18 para 50 estandes, um aumento de 30% no Pavilhão China.
  • Os chineses buscam tecnologia brasileira: máquinas agrícolas, ciência tropical e mini peças, além de soluções de inteligência artificial e drones.
  • O organizador do Pavilhão China, Neeson Cheng, disse que houve evolução em espaço e localização dentro da feira, gerando negócios que se consolidaram após o evento.
  • Além da Agrishow, a China planeja ampliar presença em feiras de nicho no Brasil, como a Expointer, com foco em parcerias e tecnologia agrícola.
  • A DJI, líder em drones agrícolas, opera no Brasil desde 2020 com portfólio diversificado; hoje há cerca de 20 mil drones no país, com expectativa de chegar a 170 mil nos próximos cinco a dez anos.

A China ampliou sua participação em feiras agrícolas do Brasil, com foco em tecnologia e colaboração. Em dois anos de Agrishow, a presença de empresas chinesas cresceu 30%, passando de 18 para 50 estandes. O evento ocorreu em Ribeirão Preto, encerrando na última semana.

Chineses circularam pelo Pavilhão China ao lado de produtores e tradutores, em uma mistura de negócios e demonstrações de tecnologia. O espaço centralizado na edição de 2025 facilitou negociações e ampliou contatos com fornecedores locais.

O organizador do Pavilhão China, Neeson Cheng, afirmou que a primeira participação, em 2025, foi decisiva para estabelecer vínculos no setor de máquinas agrícolas no Brasil e na América do Sul. A área ganhou maior relevância dentro da Agrishow, segundo ele.

O governo chinês planeja ampliar a participação em eventos de nicho, com feiras agrícolas entre os objetivos. Além da Agrishow, a Expointer, no Rio Grande do Sul, também deve receber maior presença chinesa entre 29 de agosto e 6 de setembro.

A atuação chinesa não se limita a commodities. Observa-se interesse por tecnologias brasileiras, como automação, IA, drones e componentes para equipamentos de menor custo, para atender produtores com diferentes perfis. Drones chineses atraem visitação constante.

DJI já é presença consolidada no Brasil desde 2020. A empresa mantém estratégia de crescimento por meio de equipamentos mais acessíveis e parcerias locais, com um portfólio de drones agrícolas variando de 20 a 100 litros de capacidade.

De acordo com a DJI, o Brasil abriga cerca de 20 mil drones agrícolas, representando uma penetração de ~7%. A empresa projeta expansão para até 170 mil unidades nos próximos cinco a dez anos, impulsionada pela demanda por eficiência e redução de custos no campo.

A fabricante destaca que a produção permanece na China, porém há investimento crescente no Brasil para suporte comercial e técnico. A rede de importadores soma cerca de dez parceiros e mais de 400 pontos autorizados, fortalecendo a presença em feiras e o serviço local.

A estratégia de mercado indica que a participação em feiras agrícolas continua a ser um eixo para ampliar a rede de parceiros chineses no Brasil, com foco em soluções tecnológicas e suporte pós-venda.

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