- A pesquisa do Sebrae aponta 15,8 milhões de empreendedores negros no Brasil, representando 52,3% dos pequenos negócios, entre 2012 e 2025, com 14 milhões de brancos (46,4%).
- O perfil atual mostra predominância masculina e maior concentração entre 30 e 49 anos; grupo 60+ teve avanço de 10,9% em 2012 para 13% em 2025.
- Escolaridade aumentou: ensino médio completo passou de 21,2% para 36,7%; ensino superior completo ou mais subiu de 5,9% para 17,2%.
- Rendimento médio habitual dos empreendedores negros subiu 23% (R$ 2.601 em 2025, vs. R$ 2.115 em 2015), mas permanece em cerca de 56% do rendimento dos brancos.
- Outros saws: 42,4% atuam no setor de serviços; 55,9% são chefes de domicílio; 72% estão no Sudeste e Nordeste, com o Norte apresentando a maior taxa de empreendedorismo entre negros (18,1%).
O Sebrae aponta que a população negra lidera o universo dos pequenos negócios no Brasil. Entre 2012 e 2025, empresários pretos e pardos passaram a representar 52,3% do total, somando 15,8 milhões de empreendedores. O crescimento supera o ritmo de outros grupos, com mais de 30% de aumento no período.
O levantamento utiliza a PNAD Contínua para mapear mudanças no perfil do empreendedorismo negro, destacando avanços na escolaridade e na participação de pessoas com 60 anos ou mais à frente de empresas. Em contrapartida, o total de empreendedores brancos é de cerca de 14 milhões, correspondentes a 46,4% do mercado.
Para o presidente do Sebrae, Rodrigo Saraiva Soares, as desigualdades estruturais ainda impactam o ambiente de pequenos negócios, mas o empreendedorismo é visto como ferramenta de inclusão. A instituição ressalta a importância de ações que ampliem oportunidades de renda para o público negro.
Perfil atual e mudanças demográficas
A pesquisa revela que o perfil é predominantemente masculino: dois em cada três empreendedores negros são homens. A faixa etária com maior concentração é a de 30 a 49 anos, com avanço significativo entre 60+ no período, de 10,9% em 2012 para 13% em 2025.
A escolaridade dos empresários negros também evoluiu: ensino médio completo passou de 21,2% para 36,7%; ensino superior incompleto ou mais saltou de 5,9% para 17,2%. O ensino médio tornou-se o nível educacional predominante entre os empreendedores negros.
Rendimento e participação no mercado
O rendimento médio habitual dos empreendedores negros subiu 23% entre 2015 e 2025, de R$ 2.115 para R$ 2.601. Ainda assim, esse patamar fica aproximadamente 56% do observado entre empreendedores brancos. O fato indica persistência de desigualdades salariais, ainda que haja melhoria ao longo da década.
Entre as mudanças observadas, destaca-se o aumento na proporção de empregadores negros. Em contrapartida, houve recuo nesse indicador entre empreendedores brancos, sinalizando dinâmica diferente de participação no mercado de trabalho.
Outros destaques mostram que 55,9% dos negros são chefes de domicílio, acima dos 52,7% entre brancos. Além disso, 72% dos empresários negros atuam nos estados do Sudeste (38,5%) e Nordeste (33,5%), com o Norte apresentando a maior taxa de empreendedorismo entre negros (18,1%).
No Sudeste, 16,6% dos negros são donos de negócio, e no Nordeste, 15,4%. No setor, 42,4% atuam em Serviços, área que concentra a maior fatia de empreendedores negros. Em Previdência, a participação cresceu de 18,1% para 30,5% entre 2012 e 2025.
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