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Erro na contratação de executivos pode custar mais de 30% do salário anual

Erro na contratação de executivos CLT pode custar ao menos 30% do salário anual, com impactos invisíveis na produtividade, decisões e reputação

Mesmo após um processo seletivo cuidadoso, executivos precisam de um onboarding à altura do cargo
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  • Erro na contratação de executivos CLT pode gerar custos diretos de, no mínimo, 30% do salário anual do profissional, aponta estudo da LHH com base em clientes no Brasil.
  • O prejuízo invisível envolve desalinhamento de prioridades, decisões críticas comprometidas e queda na confiança das equipes, com efeitos que se estendem após a saída do líder, afetando velocidade de execução, competitividade e reputação.
  • A perda de produtividade na troca de um executivo varia conforme o nível e a relevância do cargo, estimando-se entre R$ 240 mil e R$ 9,3 milhões.
  • 84% das empresas brasileiras previam ampliar ou renovar quadros executivos em 2025, tendência mantida para 2026; entre 70% e 85% das contratações executivas na América Latina ocorrem por meio de indicações no mercado oculto.
  • O modelo de executivos sob demanda cresce globalmente, com gasto esperado de US$ 387 milhões em 2022 para mais de US$ 1 bilhão até 2032; onboarding estruturado de 90 a 120 dias com mentoria é recomendado para reduzir desalinhamentos.

Nas cadeiras C-Level, um erro na contratação pode gerar custos diretos significativos e impactos invisíveis para a organização. Um estudo da consultoria LHH, com dados de clientes no Brasil, aponta que falhas em contratações CLT elevam custos diretos a pelo menos 30% do salário anual.

O levantamento destaca que parte desse montante vem de encargos trabalhistas e benefícios, mas o prejuízo real ocorre quando o líder não alinha prioridades e atrapalha decisões críticas, minando a confiança das equipes. A perspectiva é mantida mesmo após a saída do executivo.

A depender do nível e da relevância do cargo, a perda de produtividade com a troca pode variar entre 240 mil e 9,3 milhões de reais, segundo estimativas de uma consultoria de mercado mencionada pela matéria.

Vagas preenchidas por indicação e demanda

Segundo a LHH, 84% das empresas brasileiras planejam ampliar ou renovar o quadro executivo em 2025, e a tendência continua em 2026. A demora na contratação pode chegar a três meses, levando organizações a recorrer a indicações.

Entre 70% e 85% das contratações executivas na América Latina ocorrem no chamado mercado oculto, guiadas por networking e movimentações informais. Profissionais indicados devem passar pelo mesmo rigor técnico aplicável a outros candidatos.

A ideia de contratar por demanda aparece como alternativa, com executivos interinos para manter operações. Projetos indicam crescimento nesse modelo, estimando salto de compras de serviço de liderança para além de US$ 1 bilhão globalmente até 2032.

Onboarding e integração

Mesmo com um processo seletivo cuidadoso, o onboarding precisa acompanhar o cargo. A visão de que executivos seniores não demandam integração estrutural é contestada por especialistas.

Recomenda-se programas de integração de 90 a 120 dias, com mentoria e avaliações de alinhamento cultural. Processos estruturados de onboarding aparecem como mitigadores de desalinhamentos futuros.

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