- A taxa de famílias com dívidas em atraso foi de 12,3% em março, segundo a CNC.
- O endividamento total das famílias atingiu 80,4%, recorde, subindo em relação a março de 2025 (77,1%).
- Em março, 29,6% das famílias tinham contas em atraso, acima dos 28,6% de um ano antes.
- O governo lançou o Desenrola 2.0, com renegociação de dívidas, descontos de até 90% e juros de até 1,99% ao mês.
- O programa permite uso de até 20% do FGTS (ou mínimo de R$ 1 mil) para quitar débitos, com foco em quem ganha até cinco salários mínimos, e prevê transferência do FGTS ao credor.
O endividamento das famílias no Brasil atingiu 80,4% em março, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) da CNC. A inadimplência, ou seja, famílias com contas atrasadas, ficou em 29,6%.
O levantamento aponta que 12,3% das famílias não conseguiram pagar dívidas em atraso. O índice de inadimplência avançou ao longo dos anos, saindo de 11,5% em março de 2023 e chegando a 12,2% em 2025.
O estudo é realizado mensalmente pela CNC com cerca de 18 mil consumidores nas capitais e no Distrito Federal. A deterioração do endividamento ocorre mesmo com leve queda mensal na inadimplência.
Desenrola 2.0
Diante desse cenário, o governo lançou o Desenrola 2.0. O programa oferece descontos de até 90% para quitar débitos e juros de até 1,99% ao mês.
Permite o uso de até 20% do saldo do FGTS, ou um mínimo de R$ 1 mil, para pagamento de dívidas. O foco são trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos e dívidas como cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.
A expectativa é que o governo libere até R$ 8,2 bilhões para os trabalhadores. O FGTS será transferido diretamente ao banco credor para assegurar a quitação.
Quem aderir ficará impedido de fazer apostas online por um ano. A primeira edição do Desenrola, lançada em 2023, renegociou R$ 53,2 bilhões para 15 milhões de pessoas.
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