- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta segunda-feira uma medida provisória que cria o Desenrola 2.0, com quatro categorias de público: Desenrola famílias, Desenrola Fies, Desenrola empreendedor e Desenrola rural.
- A iniciativa oferece descontos entre 30% e 90% para quitar débitos e libera até 20% do FGTS para as negociações.
- Participantes terão restrições de crédito, incluindo o bloqueio de apostas online, e podem buscar uma instituição financeira para tratar a renegociação.
- O governo vai usar o Fundo Garantidor de Operações para cobrir o risco de inadimplência e também contará com recursos do Valores a receber do Banco Central para apoiar as garantias.
- Será retirado 10% do saldo transferido para cobrir eventuais pedidos; dados mostram que 80,4% das famílias estão endividadas e a inadimplência chegou a 29,6% em março.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta segunda-feira uma MP que lança o Desenrola 2.0, programa de renegociação de dívidas com quatro categorias de público. O pacote oferece descontos entre 30% e 90% para quitar débitos e libera até 20% do FGTS. A medida visa estimular o pagamento e a retomada do crédito.
Os participantes poderão negociar dívidas com instituições financeiras, sob regras específicas. Para garantir o pagamento das renegociações, o governo utilizará o FGO, o Fundo Garantidor de Operações, que cobre risco para os bancos em caso de inadimplência.
Além disso, recursos provenientes do Valores a receber, do Banco Central, atuarão como garantia para as operações. Será retirada uma fatia de 10% do saldo transferido, ficando disponível para cobrir pedidos.
Categorias do Desenrola 2.0
- Desenrola famílias
- Desenrola Fies
- Desenrola empreendedor
- Desenrola rural
Contexto de endividamento das famílias
Dados da CNC indicam que 80,4% das famílias estão endividadas, o maior índice já registrado pela entidade. Em março, a inadimplência ficou em 29,6%, próxima do recorde de 30,5% de 2025.
Histórico do programa
O Desenrola foi criado em 2023 para ampliar crédito e reduzir inadimplência entre quem ganha até dois salários mínimos ou está no CadÚnico. A primeira fase, entre julho de 2023 e maio de 2024, beneficiou cerca de 15 milhões de pessoas com renegociação de 53,2 bilhões de reais. A iniciativa também reduziu a inadimplência entre a população vulnerável.
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