- O governo lançou a segunda fase do Desenrola Brasil, anunciada em 4 de maio de 2026, com renegociação ampliada e uso parcial do FGTS para quitar dívidas; a medida provisória tem efeito imediato, mas precisa aprovar-se pelo Congresso em até 90 dias.
- Na edição anterior, em 2024, o programa renegociou R$ 53 bilhões para 15 milhões de brasileiros; em março de 2026, a Serasa registrou recorde de 82,8 milhões de inadimplentes.
- O Desenrola 2 permite o uso de até 20% do FGTS para pagamento de dívidas, desde que o desconto seja de ao menos 40%; traz descontos de 30% a 90% sobre o valor devido e juros de no máximo 1,99%.
- Por envolver bancos credores e a Caixa Econômica Federal, o governo busca garantir o recebimento de pelo menos 60% do valor para estimular adesão das instituições.
- Embora tenha atingido cerca de 15 milhões de pessoas na primeira edição, o programa não reduziu estruturalmente a inadimplência; o governo sustenta que a maior abrangência pode melhorar consumo, crédito e atividade econômica.
Em 4 de maio de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou a segunda fase do Desenrola Brasil. O governo apresentará a medida provisória com efeito imediato, que precisa de aprovação do Congresso em até 90 dias. A ideia é ampliar renegociações de dívidas e usar parcialmente o FGTS para quitar débitos.
Na edição de 2024, mais de 15 milhões de pessoas participaram, renegociando cerca de 53 bilhões de reais. Em março de 2026, a Serasa registrou 82,8 milhões de brasileiros inadimplentes, o maior número da série histórica. O governo atribui os números a fatores estruturais da economia.
O Desenrola 2 permite o uso de até 20% do FGTS para pagamento de dívidas e impede, por um ano, o acesso a plataformas de apostas para adesão ao programa. Descontos variam entre 30% e 90%, com juros máximos de 1,99%. O FGTS só será utilizado se o desconto atingir pelo menos 40%.
A negociação envolve bancos credores e a Caixa Econômica Federal, administradora do FGTS. O governo sustenta que a garantia de recebimento de pelo menos 60% do valor estimula a adesão das instituições financeiras.
Desenrola 2: principais mudanças
O novo modelo amplia o alcance, priorizando renegociações para quem ficou de fora da primeira fase. Serão contempladas dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal, entre outras.
A expectativa é que a acomodação de parte das dívidas reduza o estoque de inadimplência de forma mais ampla, apoiando a recuperação do consumo e o desempenho de crédito no país. O governo aponta que a medida tem efeito direto na economia.
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