- Pesquisa aponta que 86% dos solteiros nos EUA adiaram ou reentraram no namoro por questões financeiras, segundo a JG Wentworth.
- O custo médio de um encontro subiu 12,5% em 2026, chegando a 189 dólares, conforme a BMO Real Financial Progress Index.
- Entre quem ganha menos de 50 mil dólares por ano, 33% já pararam de namorar; entre quem ganha mais de 100 mil, 15% também interromperam o namoro.
- O desejo de encontros presenciais aumentou em 2025, mas o custo elevado dificulta a prática, tornando o namoro cada vez mais exclusivo.
- Surgem debates sobre sugar dating, com casos públicos e discussões sobre percepções de relacionamento financiado.
O custo de namorar nos Estados Unidos está atingindo níveis que empurram pessoas para fora do mercado. Relatórios de 2026 indicam que a despesa total por encontro subiu e que, para muitos, isso já não cabe no orçamento mensal. A percepção de que apps são caros aparece, mas o problema maior é o gasto real associado a encontros presenciais.
Nova pesquisa aponta que 86% dos solteiros dizem adiar relacionamentos por questões financeiras. A média do custo por encontro chegou a 189 dólares em 2026, um aumento de 12,5% em relação ao ano anterior. Quem ganha menos sofre mais, com 33% de quem ganha abaixo de 50 mil dólares anuais afirmando ter parado de namorar.
Impacto econômico no namoro
Entre as motivações, está a necessidade de planejamento financeiro para encontros presenciais. Eventos indicate de encontros presenciais cresceram em 2025, segundo dados de plataformas de ingressos, mas a inflação dificultou a participação. Profissionais de finanças destacam que a exclusão de faixas de renda mais baixa amplia o fosso no acesso a relações.
Figuras públicas e empresários do setor enxergam o fenômeno como uma mudança de comportamento. Um executivo da plataforma de namoro de alto padrão afirma que, para namorar, é preciso estabilidade financeira. A discussão também envolve plataformas de relacionamentos e a percepção de que relações não devem ser condicionadas apenas a benefícios materiais.
Relatos de usuários nas redes sociais destacam custos elevados com deslocamento, combustível e jantares, contribuindo para a sensação de fricção entre desejo de conexão e realidade econômica. O tema ganhou atenção recente na imprensa e em debates sobre o papel do dinheiro na construção de vínculos afetivos.
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