- Ação da Ambev disparou mais de 16% após o trimestre superar expectativas em várias métricas, com destaque para a cerveja no Brasil.
- EBITDA de 7,6 bilhões de reais, alta de 10% na comparação anual e cerca de 5% acima do consenso, com margem de 33,9%.
- Lucro líquido de 3,83 bilhões de reais ficou acima do esperado, superando o mercado em 5,5%.
- No Brasil, o volume de cerveja avançou 1,2% ante o mesmo período do ano anterior, enquanto os preços subiram 8% (premium +20%; core em low single-digits).
- A empresa passou a valer 262 bilhões de reais na bolsa, com o papel tendo alta recente e giro de cerca de 14x o lucro esperado para este ano. Também houve ganho de participação de mercado frente à Heineken.
A Ambev apresentou números acima das projeções do mercado no primeiro trimestre, com desempenho destacado na operação de cerveja no Brasil. O resultado levou a alta das ações, que avançaram mais de 16% no pregão.
O EBITDA atingiu R$ 7,6 bilhões, alta de 10% frente ao mesmo período do ano anterior e cerca de 5% acima do consenso Bloomberg. O indicador ficou acima das projeções do BTG e do Bradesco.
A margem EBITDA ficou em 33,9%, 100 pontos-base acima do 1º tri de 2025. A geração de caixa foi apontada como robusta para o período. O lucro líquido somou R$ 3,83 bilhões, 5,5% acima do esperado pelo mercado.
Cenário da operação de cerveja no Brasil
Os volumes de cerveja no Brasil cresceram 1,2% ano a ano, contra a expectativa de queda de 2% a 4%. Os preços subiram 8%, com as bebidas premium registrando alta de 20%, enquanto as marcas core registraram recuo de dois dígitos baixos.
O BTG destacou que essa vertical foi o principal motor do desempenho, abrindo espaço para um 2026 com maior volume e base de comparação mais favorável. Dados de Nielsen indicaram ganho de participação de mercado para a Ambev.
Análise de mercado e impactos
Especialistas ressaltaram a capacidade da Ambev de reagir a condições desafiadoras e de ajustar o portfólio. Um executivo do setor citou a reação à pressão competitiva, associando mudanças de pricing a um reposicionamento de marcas.
Analistas do BTG e do Santander apontaram que o resultado pode sinalizar inflexão positiva para a companhia, com calendário e inflação de custos favoráveis no restante do ano. A valorização das ações reflete a percepção de melhora de lucratividade.
Situação de mercado e números completos
Ao fim do pregão, a Ambev tinha valor de mercado próximo de R$ 262 bilhões, com a ação registrando alta expressiva no curto prazo. O papel acumula ganho relevante nos últimos 12 meses, mantendo-se entre as referências do setor.
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