- A ata do Copom aponta cautela diante de um cenário externo mais incerto, com conflitos no Oriente Médio elevando riscos e influenciando as expectativas de inflação no Brasil.
- A inflação recente voltou a surpreender, com a inflação cheia e as medidas subjacentes acelerando e distanciando-se da meta.
- No âmbito doméstico, a atividade econômica desacelera gradualmente, enquanto o mercado de trabalho permanece relativamente fortalecido e as expectativas de inflação continuam desancoradas.
- A conclusão é de que, em um ambiente de expectativas desancoradas, é necessária uma restrição monetária maior e por mais tempo.
- Apesar de a Selic ter sido reduzida para 14,50% ao ano na última reunião, o Copom permanece cauteloso e afirma que o ritmo e a magnitude de novos cortes dependerão da evolução dos dados e do cenário externo.
O Banco Central do Brasil divulgou nesta terça-feira a ata do Copom, que reforça cautela frente a um cenário externo cada vez mais incerto e a pressão inflacionária. O documento aponta que o conflito no Oriente Médio eleva riscos globais e já impacta as expectativas de inflação no país. O BC destaca a indefinição sobre duração, extensão e desdobramentos dos conflitos como fator de incerteza.
A ata também aponta que a inflação recente voltou a surpreender, com aceleração tanto da inflação cheia quanto das medidas subjacentes. O BC afirma que os choques domésticos se somam a fatores externos, dificultando o alinhamento com a meta de inflação. O cenário de atividade econômica mostra desaceleração gradual, enquanto o mercado de trabalho segue sólido.
No balanço, o Copom observa que as expectativas de inflação continuam desancoradas, exigindo política monetária mais restritiva por mais tempo. A instituição ressalta que, diante de um ambiente com expectativas desancoradas, é necessária uma restrição maior e por período mais longo. A ata reforça compromisso com o controle da inflação e com a convergência dos preços à meta.
Copom mantém cautela mesmo com corte
Mesmo após reduzir a taxa Selic para 14,50% ao ano na última reunião, o Copom sinaliza continuidade de cautela nos próximos passos. A magnitude e a duração do ciclo de cortes dependerão da evolução dos dados econômicos, principalmente do cenário externo.
A ata afirma que o comitê permanece sereno e cauteloso na condução da política monetária, avaliando ajustes conforme necessário para trazer a inflação de volta à meta. O BC reafirma o foco na transmissão de choques e na estabilidade de preços.
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