- O Copom disse que as próximas decisões sobre a Selic vão levar em conta os impactos dos conflitos no Oriente Médio sobre a inflação.
- A ata aponta a queda da Selic em 0,25 ponto, de 14,75% para 14,50%, a segunda redução consecutiva.
- As projeções de inflação permanecem: IPCA de 4,6% em 2026 e 3,5% em 2027, acima do centro da meta.
- O colegiado reforçou atuação com serenidade e cautela diante da alta incerteza no cenário econômico.
- Os riscos à inflação incluem o atraso na resolução do conflito, que pode ampliar impactos nas cadeias de produção e elevar a probabilidade de desancoragem das expectativas, especialmente para 2028; o Copom reafirmou compromisso de combater efeitos de segunda ordem do choque de petróleo.
O Copom informou que as próximas decisões sobre a taxa Selic levarão em conta os impactos dos conflitos no Oriente Médio sobre a inflação. O comitê disse atuar com serenidade e cautela diante de um cenário de maior incerteza.
A ata da reunião de abril foi publicada nesta terça-feira (5). O encontro, encerrado em 29 de abril, resultou em mais um corte da Selic, de 14,75% para 14,50%, o segundo consecutivo.
Na ata, o Copom reiterou que o ajuste monetário busca a convergência da inflação para a meta ao longo do horizonte relevante. Também confirmou as projeções de inflação já apresentadas.
Perspectivas da inflação e riscos
O colegiado manteve a projeção de IPCA de 4,6% para 2026, acima do teto de 4,5%. Para 2027, a estimativa é de 3,5%, acima do centro da meta de 3,0%. As estimativas partem do cenário de referência do Relatório Focus.
O Copom debateu mudanças no balanço de riscos para a inflação, destacando a incerteza sobre a duração do conflito e seus impactos nas cadeias produtivas. Também ressaltou que a desancoragem das expectativas pode exigir aperto monetário maior e por mais tempo.
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