- Em 31 de março, o débito em mãos do público dos EUA somou US$ 31,27 trilhões, ante um PIB nominal de US$ 31,22 trilhões nos últimos 12 meses, resultando em uma relação dívida/PIB de 100,2%.
- O total da dívida bruta, que inclui obrigações intragovernamentais, supera US$ 39 trilhões.
- A leitura é apresentada pelo BEA, compilada pelo Committee for a Responsible Federal Budget (CRFB) e divulgada no fim de abril.
- A presidente do CRFB, Maya MacGuineas, afirma que o patamar representa cerca de duas vezes a média histórica e ressalta dificuldades de reação das autoridades, sem atribuir o endividamento a conflitos recentes.
- Para reverter a tendência, o CRFB defende medidas como redução de gastos, compensações para cortes de impostos e redução do déficit público, estimando a necessidade de cerca de US$ 10 trilhões em ajustes fiscais nos próximos anos.
O débito público dos Estados Unidos ultrapassou, pela primeira vez, o tamanho da sua economia. Em 31 de março, o débito em mãos do público somou US$ 31,27 trilhões, ante um PIB nominal de US$ 31,22 trilhões nos últimos 12 meses. A relação dívida/PIB ficou em 100,2%, segundo o BEA e o CRFB.
O indicador de dívida em mãos do público difere da dívida bruta total, que inclui obrigações intragovernamentais. O conjunto de ativos e passivos ultrapassou US$ 39 trilhões, segundo dados do Tesouro dos EUA.
Maya MacGuineas, presidente do CRFB, aponta que o patamar representa aproximadamente o dobro da média histórica. A dirigente afirma que o endividamento atual decorre de decisões ao longo dos anos, não apenas de choques externos.
O CRFB alerta que, sem mudanças fiscais, a trajetória pode levar a novos recordes. A organização ressalta impactos diretos sobre o crescimento, juros mais elevados e maior risco de inflação.
Para reverter o quadro, o CRFB propõe medidas como limitar gastos, exigir compensações para cortes de impostos e reduzir o deficit público. Em termos de esforço fiscal, menciona cerca de US$ 10 trilhões nos próximos anos.
Dados e perspectivas
O relatório do BEA consolidado para o fim de março mostra que o PIB segue resiliente, ainda que sob pressão de endividamento. Economistas lembram que o cenário global recente também influencia políticas fiscais domésticas.
As autoridades ressaltam que a dívida elevada aumenta custos com juros e reduz o espaço de manobra fiscal diante de choques externos. Não há, no momento, anúncio de alterações imediatas em políticas públicas.
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