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Especialista afirma que Desenrola 2.0 não atua na origem da doença

Desenrola 2.0 amplia renegociação para empresas de até R$ 4,8 milhões com mais carência, mas especialista afirma que medida não resolve a origem do endividamento

Endividamento no Brasil é 'problema estrutural', segundo especialista
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  • O governo lançou o Desenrola 2.0, ampliando a renegociação de dívidas para empresas com faturamento de até R$ 4,8 milhões.
  • Houve mudança no prazo de carência, mas não haverá perdão de dívidas, segundo o economista Miguel Daoud.
  • A medida facilita acesso a recursos com juros potencialmente menores e prazos de pagamento mais longos.
  • Segundo Daoud, o micro e pequeno empresário é o segmento que mais gera empregos no Brasil, cerca de 80%.
  • O especialista afirma que a raiz do endividamento é estrutural, com gasto público alto e carga tributária elevada, o que pode manter a taxa de juros em patamar elevado.

O governo federal anunciou nesta segunda-feira (4) a versão Desenrola 2.0, uma medida de renegociação de dívidas que amplia o atendimento a empresas com faturamento de até R$ 4,8 milhões e mantém o foco em facilitação de pagamentos. A mudança inclui ajuste no prazo de carência, sem qualquer perdão de dívidas.

A novidade pretende movimentar a economia ao oferecer recursos a taxas mais baixas e prazos ampliados, conforme o governo. O objetivo é apoiar principalmente pequenas empresas e contribuir para a geração de empregos no país.

Entre os nomes ouvidos, o economista Miguel Daoud avaliou o desenho da política. Ele afirmou que há benefício na ampliação de acesso ao crédito, especialmente para micro e pequenos negócios, que respondem por boa parte dos empregos formais.

A avaliação, no entanto, aponta que a medida atua apenas sobre a renegociação e não resolve a origem do endividamento. Daoud ressalta que o endividamento no Brasil é um problema estrutural, alimentado por gasto público elevado e pressões por impostos.

Em entrevista ao Conexão Record News, Daoud explicou que a política pode reduzir o peso das parcelas no curto prazo, mas não elimina fatores de custo financeiro. Ele destacou que o Brasil enfrenta desafios de longo prazo ligados à tecnologia e à eficiência pública.

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