- Iguatemi projeta capex de cerca de R$ 550 milhões para 2026, com foco em ampliações, melhorias e reformas dos ativos, sem incluir eventuais M&As.
- Principais projetos: rooftop no Iguatemi São Paulo (inauguração prevista para março de 2027), expansão de 15 mil m² de ABL no Iguatemi Brasília e retrofit do Market Place em São Paulo.
- Outras frentes: nova torre comercial no Iguatemi Campinas (início de 2028) e infraestrutura do Casa Figueira; modernização do Pátio Paulista e avanços no Rio Sul.
- A Iguatemi segue ativos no mix de lojistas, com H&M abrindo no Rio Sul e outras marcas como Alo Yoga, Birkenstock e Comme des Garçons já presentes; possível novas operações e M&As, condicionadas à disciplina financeira.
- No 1º trimestre de 2026, lucro líquido ajustado foi de R$ 239,5 milhões (+110,3% na comparação anual); vendas totais de ativos foram R$ 5,6 bilhões; EBITDA ajustado, R$ 405,2 milhões (+65,9%); ocupação de 97,3% e caixa operacional de R$ 274,7 milhões.
A Iguatemi divulgou planos de investimento para 2026, mirando ampliar e modernizar ativos. A empresa projeta capex entre 450 milhões e 600 milhões de reais, com about 550 milhões destinados a expansões, reformas e retrofit de shoppings, outlets e empreendimentos mistos. O montante não considera aquisições.
A estratégia é concentrar recursos na melhoria de portfólio, mantendo disciplina financeira. O CFO Guido Oliveira afirmou que, após preencher a vacância gerada pela pandemia, o mercado não apresenta volume para novos projetos greenfield, privilegiando geração de valor e resiliência dos ativos.
Investimentos e grandes obras em andamento
Um rooftop no Iguatemi São Paulo, com 5 mil m² de ABL, deve abrir em março de 2027. Em Brasília, a expansão de 15 mil m² de ABL tem inauguração prevista para setembro de 2027. O Market Place, em São Paulo, recebe retrofit com nova torre de escritórios e conceito open mall.
A Iguatemi estuda ainda uma nova torre comercial no Iguatemi Campinas, com entrega prevista para o início de 2028. O Casa Figueira, bairro planejado integrado ao grupo, avança com a venda de lotes. As reformas também contemplam Rio Sul e Pátio Paulista, ativos adquiridos em 2024 e 2025, respectivamente.
Resultados do 1T 2026 e ações estratégicas
No primeiro trimestre de 2026, a Iguatemi reportou lucro líquido ajustado de 239,5 milhões de reais, alta de 110,3% ante igual período de 2025. As vendas totais atingiram 5,6 bilhões de reais, com receita líquida ajustada de 368,9 milhões.
O Ebitda ajustado somou 405,2 milhões, aumento de 65,9%, com margem de 109,9%. Vendas por lojas próprias cresceram 7,8% e por metro quadrado, 7,3%. A ocupação ficou em 97,3%, enquanto o aluguel por m² subiu 8,8%.
Fluxo de caixa, alavancagem e perspectivas
O fluxo de caixa operacional ajustado subiu 98,4%, para 274,7 milhões. A alavancagem ficou em 1,29 vez, abaixo do 1,76 registrado no ano anterior. As units da Iguatemi encerraram o pregão com alta de 0,77%, a 27,56 reais.
A empresa afirma que a prioridade continua a melhorar resultados por metro quadrado e ampliar a diversidade de lojistas. O portfólio já recebeu marcas como H&M, Alo Yoga, Birkenstock e Comme des Garçons, reforçando o objetivo de atrair clientes qualificados.
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