- O lucro líquido ajustado do primeiro trimestre foi de R$ 55,6 milhões, quatro vezes superior ao registrado no mesmo período de 2024, com EBITDA crescendo acima de trinta por cento.
- A margem bruta atingiu 29,5% no trimestre, e a venda média por loja ficou em R$ 818 mil, aproximando-se das líderes do setor.
- A dívida líquida ficou em 1,9 vez o EBITDA, com a empresa buscando chegar a 1,0 vez; ação da companhia subiu cerca de 67% em doze meses, segundo a gestão.
- Fluxo de caixa operacional ficou negativo em 63 milhões de reais no trimestre; despesas financeiras somaram 112 milhões de reais, e créditos tributários de 936 milhões de reais ainda não se converteram em caixa.
- A companhia investiu em logística com um novo centro de distribuição na Paraíba; apenas uma loja foi inaugurada no trimestre, sinalizando expansão modesta para este ano, com nova rodada prevista para 2027.
A Pague Menos apresenta avanço consistente após o turnaround. A rede registrou lucro líquido ajustado de R$ 55,6 milhões no 1º trimestre, quadrulicando o resultado de igual período de 2025. O EBITDA cresceu mais de 30% pelo sétimo trimestre seguido, com margem bruta de 29,5% no trimestre, marca recorde para um 1º trimestre desde 2021. A venda média por loja ficou em R$ 818 mil, aproximando-se das líderes do setor.
Segundo o CFO Luiz Novais, a companhia fechou o trimestre com dívida líquida de 1,9 vez o EBITDA, ainda acima do objetivo de chegar a 1,0 vez. A gestão vê espaço para reduzir esse indicador ao longo do ano, com foco em desalavancagem e melhoria de caixa.
Os resultados vieram acima do consenso de mercado, sustentados por crescimento de volume. Consultorias apontaram melhoria na execução e expansão de market share, enquanto as ações chegaram a registrar alta expressiva nos últimos 12 meses.
Apesar do desempenho positivo, o ciclo de caixa operacional se alongou para 72 dias, com fluxo de caixa de operações negativo em R$ 63 milhões, em parte devido ao estoque para abastecer o novo centro de distribuição na Paraíba e sustentar a linha GLP-1. Os analistas destacam a sazonalidade do período.
A gestão também aponta despesas financeiras relevantes, de R$ 112 milhões no trimestre, e créditos tributários de R$ 936 milhões aguardando conversão em caixa. Mesmo assim, o CFO aponta que o negócio gerou lucro líquido sólido no ano anterior e mantém foco na melhoria de caixa e redução de endividamento.
A empresa destaca oportunidades de crescimento na venda online, que representa 22% do total, ainda abaixo de pares que já operam perto de 30%. A menor alavancagem e maior eficiência logística são citadas como alavancas para ampliar margem e participação de mercado.
Sobre expansão, a companhia adotou uma política de ritmo modesto de aberturas. Apenas uma loja foi inaugurada no trimestre, frente a 30 em todo 2025, com horizonte de novas lojas para 2027. Novais afirma que há espaço para crescimento adicional e ganhos de eficiência.
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