- A recuperação judicial da Coteminas foi aceita pela Justiça de Minas Gerais nesta terça-feira, 5, conforme decisão assinada pelo juiz Murilo Silvio de Abreu.
- O passivo inicial de aproximadamente R$ 2,6 bilhões foi reduzido para cerca de R$ 1,6 bilhão após o deságio e negociações com credores.
- Mais de noventa por cento do passivo fiscal foi objeto de transação, parcelamento ou regularização, segundo a ata da decisão.
- O plano prevê a venda de seis imóveis industriais em Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pará, além da criação de dois fundos (imobiliário e de direitos creditórios) para pagamento aos credores.
- A empresa entra na fase executória, com supervisão de administrador judicial, e pode ter a recuperação convertida em falência caso não cumpra o acordo homologado.
A Justiça de Minas Gerais aceitou a recuperação judicial da Coteminas, após negociação com credores. A decisão, assinada pelo juiz Murilo Silvio de Abreu, foi publicada nesta terça-feira (5) pela 2ª Vara Empresarial de Belo Horizonte. A empresa é especializada em cama, mesa e banho.
Fundada em 1967 por José Alencar, a Coteminas conta com marcas como Artex, MMartan, Santista e Casa Moysés. Hoje é liderada por Josué Gomes da Silva, ex-presidente da Fiesp e aliado de Lula.
A recuperação teve início em maio de 2024, com passivo inicial estimado em 2,6 bilhões de reais. Após o deságio, o passivo ficou em cerca de 1,6 bilhão de reais.
A decisão aponta que mais de 90% do passivo fiscal foi objeto de transação, parcelamento ou regularização, afastando a ideia de inércia no cumprimento das obrigações tributárias. Credores apresentaram objeções.
Quatro propostas foram apresentadas ao longo do processo, com aceitação do plano de reestruturação ocorrendo em dezembro de 2025. Credores citados nas objeções foram Daniele Cristina Azevedo da Cunha Amorin, Maira Cavalcante dos Santos e a Transportes Bertolini (TBL).
A Coteminas permanece sob supervisão de um administrador judicial. O plano prevê a venda de seis imóveis industriais em Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pará, além da criação de dois fundos de investimento para quitar dívidas.
O caminho inclui ainda a venda de ativos e a operação de dois fundos: imobiliário e de direitos creditórios, usados como instrumentos de pagamento aos credores. O cumprimento integral dos termos é essencial para evitar a falência.
Antes da recuperação, a empresa firmou uma parceria com a operação da marca chinesa Shein em 2023 para produzir coleções de moda. A colaboração não ocorreu conforme o esperado, afetando planos devido à crise interna.
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