- O setor de transporte enfrenta alta do diesel e elevação de custos, com o IPCA subindo de 0,23% em fevereiro para 13,90% em março; preço médio do diesel ao consumidor é de R$ 7,38.
- A Agência Nacional de Transportes Terrestres informou novas regras de fiscalização: digitalização de documentos e emissão obrigatória do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) antes do início da operação; operações abaixo do frete mínimo terão CIOT bloqueada.
- Empresários divergem: Hélio Aniceto, da Speed Work Transportes, vê benefício na regulação para evitar erros e aumentar justiça; Rodrigo Salerno, da SAZ Advogados, aponta maior controle interno e organização do setor.
- Analista Túlio Barbosa, da FGV Ibre, diz que o setor precisará de uma nova estrutura de mercado, com sistemas integrados e validação prévia das operações, elevando custos de planejamento.
- Lauro Valdivia, da NTC&Logística, ressalta aumento estrutural do custo logístico e possível repasse de custos na cadeia, com multas maiores, visando um transporte mais organizado.
O setor de transporte brasileiro enfrenta alta do diesel e mudanças nas regras da ANTT, aprovadas no fim de março. A combinação de custos elevados e fiscalização mais rígida impacta logística e planejamento.
A nova regulamentação exige digitalização dos documentos da operação e a emissão do CIOT antes do início do transporte. Operações com frete abaixo do mínimo passam a ter CIOT bloqueada.
Hélio Aniceto, da Speed Work Transportes, era contrário, mas diz que as regras ajudam a evitar erros e promovem justiça e segurança para transportadores.
Rodrigo Salerno, da SAZ Advogados, afirma que o endurecimento gera maior controle fiscal interno entre operadores e ajuda a organizar o setor.
Impactos no custo logístico e na cadeia
O diesel subiu. Em fevereiro, o índice subiu 0,23%; março registrou alta de 13,90% pelo IPCA. O preço ao consumidor está em média R$ 7,38, segundo a Petrobras.
Túlio Barbosa, da FGV Ibre, aponta necessidade de nova estrutura de mercado diante dos custos e da fiscalização. Sistemas mais integrados ganham relevância na operação.
Barbosa destaca que o rigor pode elevar o frete, com multas maiores em um cenário de risco financeiramente relevante. A gestão de custos passa a exigir mais controles.
Lauro Valdivia, da NTC&Logística, diz que há aumento estrutural de custos. O repasse à cadeia é estimado, mesmo com custos maiores, contribuindo para um transporte mais estruturado.
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