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Zuckerberg justifica monitoramento de funcionários para treinar IA e demissões

Meta rastreia cliques, teclas e movimentos de funcionários para treinar IA, com possibilidade de novas demissões em 2026

Fonte: Justin Sullivan/Getty Images
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  • Mark Zuckerberg confirmou que a Meta rastreia cliques, digitação e movimentos do mouse de colaboradores em computadores de trabalho para treinar IA, segundo gravação de reunião com a equipe.
  • A empresa lançou a ferramenta Model Capability Initiative (MCI) nos PCs de escritórios nos Estados Unidos, que registra interações com páginas e apps de trabalho e, em alguns casos, pode capturar telas.
  • A Meta afirma que os dados coletados são usados exclusivamente para treinar IA e que o material de funcionários é considerado mais eficiente do que fontes terceirizadas.
  • Zuckerberg mencionou a possibilidade de novas demissões em 2026, destacando que a automação por IA não é o principal motor das dispensas, e que haverá investimento em mais agentes de IA e até 50 novos apps.
  • A diretora de recursos humanos, Janelle Gale, não descartou novas demissões, citando a necessidade de gerenciar custos; relatório anterior aponta redução de 10% da força de trabalho em maio, cerca de 7,8 mil pessoas, com formalização prevista para o dia 20.

O CEO da Meta confirmou que a empresa monitora cliques, movimentos do mouse e digitações de funcionários em computadores usados no trabalho. A informação foi revelada durante uma reunião com a equipe na quinta-feira (30), segundo o jornal The Information, que teve acesso à gravação da conferência.

Segundo o relato, as atividades dos contratados são descritas como uma fonte valiosa de dados para o treinamento de inteligência artificial, com potencial para aprimorar modelos em relação aos concorrentes. Zuckerberg afirmou que os dados gerados por funcionários qualificados são usados exclusivamente para treinar IA, negando que o rastreamento seja uma métrica de produtividade.

A ferramenta chamada Model Capability Initiative, mencionada pela Reuters, funciona em PCs com supervisão de atividades apenas em páginas e apps relacionados ao trabalho, incluindo atalhos de teclado, escolhas de menus e, em alguns casos, capturas de tela. A empresa sustenta que o monitoramento se restringe a ambiente corporativo.

Rastreio e IA: o que muda na prática

Zuckerberg destacou que o objetivo é permitir que a tecnologia observe profissionais com alto nível de conhecimento para desenvolver modelos com desempenho superior. A direção afirma que o foco é IA, não mensurar desempenho durante o expediente.

A diretora de recursos humanos, Janelle Gale, sinalizou que novas demissões não estão descartadas, ressaltando que as prioridades mudam e que a Meta precisa gerenciar custos de forma responsável. Em maio, documentos vazados indicaram a dispensa de 7,8 mil funcionários, equivalente a 10% da força de trabalho, com formalização prevista para o dia 20.

Investimentos em IA e reestruturação

A empresa planeja investir mais em agentes de IA para uso pessoal e corporativo, com a promessa de até 50 novos apps. A orientação é reorganizar as equipes para sustentar as iniciativas de IA, sem indicar quais áreas seriam afetadas em futuras mudanças.

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