- Ações do Itaú PN (ITUB4) caem cerca de 1,15%, para R$ 41,98, nesta quarta-feira (6).
- O recuo ocorre mesmo com balanço do primeiro trimestre considerado sólido pelos analistas.
- O desempenho do Itaú destoa do setor bancário, em meio a maior apetite por risco com expectativa de acordo Estados Unidos e Irã.
- A XP fez ajustes nas projeções, apontando crescimento da carteira de crédito um pouco menor e provisões mais altas no médio prazo, mas dentro das previsões.
- O Citi classificou o trimestre como sólido, com destaques no atacado e no varejo, mantendo foco na disciplina e em receitas robustas, mesmo com efeitos sazionais.
As ações do Itaú Unibanco recuaram nesta quarta-feira, 6 de maio de 2026, mesmo após a divulgação do balanço do primeiro trimestre. O ambiente foi influenciado pela percepção de desaceleração, apesar dos resultados terem sido considerados positivos pelos analistas. O recuo ocorreu na bolsa brasileira, sob condições distintas do restante do setor.
Segundo avaliações, os números do Itaú foram sólidos, mas apontaram uma desaceleração sazonal. A leitura é de que a instituição manteve desempenho relevante, porém com sinais de arrefecimento na carteira de crédito e em provisionamentos no curto prazo.
A queda das ações ocorreu em meio a uma piora relativa do setor bancário, enquanto o mercado precifica maior apetite a risco devido a notícias sobre possível acordo entre EUA e Irã. O Ibovespa, por sua vez, teve ganho próximo de 0,6% no horário, refletindo esse cenário.
Análises dos bancos
A XP Investimentos informou ajustes pontuais nas projeções para o Itaú após o balanço, com expectativa de crescimento da carteira de crédito mais abaixo e provisões mais altas no médio prazo, compensadas por despesas operacionais menores. Ainda assim, mantém o conhecimento de que os resultados devem ficar dentro das expectativas.
O Citi classificou o trimestre de maneira sólida, destacando desempenho tanto no atacado quanto no varejo. A instituição comentou que o Itaú continua demonstrando disciplina e capacidade de sustentar receitas robustas, mesmo com efeitos sazonais sobre tarifas e margem financeira.
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