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Banco Pine tem lucro de R$149,9 milhões no 1º trimestre, alta de 104,1%

Banco Pine registra lucro de R$ 149,9 milhões no 1º trimestre de 2026, alta de 104,1% ante 2025, com inadimplência em 2,2%

— Foto: Divulgação/Banco Pine
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  • Banco Pine teve lucro líquido de R$ 149,9 milhões no 1º trimestre de 2026, alta de 104,1% na comparação anual, mas queda de 18,3% em relação ao trimestre anterior.
  • Receitas totalizaram R$ 596,2 milhões, avanço de 20,1% ante o trimestre anterior e de 172,3% em 12 meses, com crescimento da margem financeira bruta.
  • Retorno anualizado sobre o patrimônio líquido (ROAE) ficou em 37,9%, queda de 16,9 p.p. frente ao trimestre anterior e alta de 12,9 p.p. na base anual.
  • Carteira de crédito expandida atingiu R$ 19,807 bilhões, subida de 11,8% em relação a dezembro e de 28,5% ante março de 2025, impulsionada pelo varejo colateralizado e pela retomada do atacado.
  • Inadimplência subiu para 2,2% (de 1,9% em dezembro de 2025 e 1% em março de 2025), atribuída à Resolução 4.966 e à evolução do mix da carteira de varejo.

O Banco Pine registrou lucro líquido de R$ 149,9 milhões no 1º trimestre de 2026, queda de 18,3% frente aos três meses anteriores, mas alta de 104,1% ante o mesmo período de 2025. O ROAE caiu para 37,9%, 16,9 p.p. abaixo do 4T23, porém 12,9 p.p. acima de 12 meses. A divulgação ocorreu com o balanço divulgado pelo banco.

Segundo o Pine, o bom desempenho veio da expansão da margem financeira bruta, com crescimento das carteiras e melhoria no mix, aliado à disciplina de custos e à alavancagem operacional. As receitas somaram R$ 596,2 milhões, incremento de 20,1% frente ao 4T25 e 172,3% em 12 meses.

As despesas administrativas e de pessoal somaram R$ 93,2 milhões, altas de 8,1% e 50,2%, respectivamente. O índice de eficiência ficou em 21,5%, frente 27,1% no 4T25 e 38,1% no 1T25, sinalizando melhoria de gestão.

Carteira de crédito e mix de produtos

A carteira de crédito expandida atingiu R$ 19,807 bilhões, alta de 11,8% frente a dezembro e 28,5% ante março de 2025. O crescimento veio do remix da carteira de varejo colateralizado, com destaque para o consignado privado, e retomada do crescimento no atacado.

A carteira de varejo colateralizado ficou em R$ 12,935 bilhões. O consignado público e antecipação do FGTS registraram alta de 6,8% em relação a dezembro e 3,9% frente a março de 2025, somando R$ 2,009 bilhões. O INSS subiu 28,7% no trimestre, para R$ 5,934 bilhões.

No consignado privado, o saldo chegou a R$ 4,993 bilhões, alta de 22,4% no trimestre. O banco ressaltou que a carteira privada foi iniciada em 1º de abril de 2025, sem comparação anual.

Desempenho operacional e quadro regulatório

A carteira de atacado encerrou o trimestre em R$ 6,872 bilhões, queda de 3,7% frente ao 4T23 e alta de 13,2% ante 1T25. O Pine retirou a divisão de grandes empresas e médias empresas do balanço.

A inadimplência subiu para 2,2%, ante 1,9% em dez/2025 e 1% em mar/2025. O banco atribuiu o aumento à adoção da Resolução 4.966, que altera a gestão de risco de crédito, além da maturação e mudança no mix da carteira de varejo. O Índice de Basileia ficou em 14,8%.

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