- Desenrola 2.0 é criticado por ampliar paliativos em vez de medidas estruturais para combater o endividamento das famílias.
- O colunista aponta que as dívidas são privadas (cartão, rotativo, consignado e FIES) e que o governo entrando no crédito privado representa uma intervenção incomum.
- O economista Samuel Pessôa destaca o risco moral, com expectativas de novos perdões ou renegociações a cada ciclo eleitoral.
- O autor também afirma que o problema é estrutural (alta taxa de juros) e deveria ser enfrentado com ajuste fiscal, reforma administrativa e nova rodada de previdência, em vez de soluções no varejo.
- O texto sugere que as decisões difíceis para controlar gastos públicos são necessárias para enfrentar o problema de fundo.
O comentário desta semana analisa o Desenrola 2.0, lançado pelo governo federal para reduzir o endividamento das famílias, com foco na proximidade da campanha eleitoral. O texto aponta que a situação envolve questões estruturais, não apenas medidas temporárias.
O colunista aponta três problemas, segundo especialistas ouvidos. Primeiro, o perdão de dívidas é visto como ingresso do governo no crédito privado, envolvendo cartões, rotativo, consignado e FIES. A crítica sustenta que contratos são de caráter privado e que a intervenção governamental muda esse equilíbrio.
Segundo, o risco moral é destacado: há incentivo a contrair dívidas com a expectativa de novas renegociações futuras. Terceiro, afirma que resolver no varejo um problema de custo financeiro, a taxa de juros, exige ajustes estruturais, como controle de gastos, reforma administrativa e uma nova rodada de reforma da Previdência.
O texto também menciona uma possível nova fase do Desenrola 2.0, direcionada a quem paga as parcelas no prazo, mas está com orçamento apertado. A íntegra do comentário está disponível em vídeo.
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