- O PMI do setor de serviços brasileiro subiu para 52,3 em abril, sinalizando expansão, ante 50,1 em março.
- O crescimento veio da retomada dos novos negócios, mesmo com inflação impulsionada pelos custos repassados aos clientes.
- A inflação dos preços cobrados atingiu o maior nível em mais de um ano, refletindo o repasse de custos.
- Os preços dos insumos subiram no ritmo mais forte desde fevereiro de 2025, com a guerra no Oriente Médio levando a reajustes de tabela, especialmente em combustível, energia e transporte.
- O otimismo com o nível de atividade nos próximos 12 meses aumentou, levando as empresas a elevar a contratação pelo terceiro mês seguido; o PMI Composto foi a 52,4.
O setor de serviços brasileiro mostrou expansão em abril, impulsionada pela retomada de novos negócios e pela elevação da produção, segundo o PMI (Índice de Gerentes de Compras) divulgado pela S&P Global nesta quarta-feira (6). A leitura do PMI do setor de serviços registrou 52,3, frente a 50,1 em março, sinalizando crescimento acima da linha de equilíbrio.
Segundo o levantamento, a recuperação de vendas ajudou a elevar a produção, mesmo com pressões inflacionárias decorrentes do conflito no Oriente Médio. Os preços cobrados pelos serviços ficaram no patamar mais alto em mais de um ano, refletindo o repasse de custos maiores aos clientes.
Da mesma forma, o custo dos insumos subiu com força em abril, atingindo o ritmo mais intenso desde fevereiro de 2025. Empresas associaram o reajuste a fornecedores que ajustaram as tabelas devido à guerra, destacando itens como combustível, energia, transporte e materiais diversos.
O otimismo entre as empresas com a atividade nos próximos 12 meses também avançou, levando fornecedores de serviços a elevar o quadro de funcionários pelo terceiro mês consecutivo. A confiança foi sustentada pela expectativa de recuperação da demanda, melhores condições econômicas e maior estabilidade de mercado após as eleições.
PMI composto
Com expansões tanto no setor industrial quanto no de serviços, o PMI composto subiu para 52,4, frente a 49,9 em março, atingindo o maior patamar desde março de 2025. O movimento aponta recuperação da atividade privada no Brasil em abril.
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