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G7 mira minerais em negociações diante de tensões tarifárias EUA-UE

G7 busca reduzir dependência de China em minerais críticos; tarifas dos EUA contra a UE podem desafiar a unidade, em meio a negociações em Paris

Homem passa em frente a bandeiras dos integrantes do G7 em La Malbaie, no Canadá 12/03/2025 REUTERS/Mathieu Belanger
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  • Ministros do Comércio do G7 se reúnem em Paris para buscar acordo sobre fornecimento de minerais críticos, hoje dominados pela China, com foco em reduzir a dependência econômica.
  • A França quer que minerais críticos figurem entre os resultados concretos da presidência do G7, com a cúpula de líderes prevista para meados de junho.
  • As tensões com os EUA ameaçam a unidade do grupo, após o presidente Donald Trump anunciar aumento de tarifas sobre carros fabricados na União Europeia de 15% para 25%.
  • A Alemanha trabalha em contato intenso com autoridades americanas sobre as tarifas, diante de pressão no setor automotivo e da queda de demanda global.
  • O comissário de comércio da União Europeia, Maros Sefcovic, e o representante de comércio dos EUA revisitam o acordo de Turnberry; também discutem excesso de capacidade industrial e reforma da Organização Mundial do Comércio.

Os ministros do Comércio do G7 se reuniram em Paris nesta quarta-feira para discutir garantia de fornecimento de minerais críticos, hoje dominados pela China. A reunião acontece em meio a tensões tarifárias entre EUA e UE que podem afetar a coesão do bloco.

A França pretende ver avanços concretos nos temas de terras raras e minerais estratégicos durante sua presidência do G7, com foco em reduzir a dependência de fornecedores externos. O objetivo é proteger cadeias de suprimento críticas para a indústria.

Fontes envolvidas nas negociações indicam amplo acordo sobre a necessidade de reduzir a dependência da China, porém há divergências sobre o caminho a seguir para diversificar fornecedores e manter a competitividade.

As tensões surgiram após o presidente dos EUA anunciar aumento de tarifas sobre carros fabricados na União Europeia, de 15% para 25%, citando o não cumprimento de um acordo anterior em Turnberry, na Escócia.

A Alemanha, cujo setor automotivo é fortemente exportador, participa das discussões com a ministra da Economia, Katherina Reiche, ressaltando pressões com demanda global fraca e custos de insumos.

O comissário europeu de Comércio, Valdis Dombrovkis, não foi citado diretamente, mas a UE mantém diálogo com autoridades americanas sobre as tarifas e o cumprimento do acordo de Turnberry, segundo fontes próximas às negociações.

Maros Sefcovic, comissário da UE, informou que manteve conversa com Jamieson Greer, representante de comércio dos EUA, em Paris; ele planeja levar o tema ao Parlamento Europeu nesta semana.

Os ministros também discutem excesso de capacidade industrial, principalmente relacionada à China, além de propostas de reforma da Organização Mundial do Comércio para enfrentar desequilíbrios em cadeias produtivas globais.

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