- A Fiserv abriu no Brasil sua primeira fábrica fora da Ásia, em Betim, Minas Gerais, com capacidade para produzir 100 mil maquininhas por ano da plataforma Clover Flex.
- Os dispositivos serão destinados ao varejo brasileiro, reduzindo demanda de importação da China e aumentando a disponibilidade local.
- A unidade integra um pacote de investimentos de US$ 100 milhões e amplia a atuação da empresa, que já tem cerca de 500 mil estabelecimentos atendidos no país e 100 mil aparelhos em operação desde dezembro de 2024, com 50 milhões de transações realizadas.
- A Fiserv atua em duas frentes: fornecimento de equipamentos e aquisição por meio de parcerias com Caixa e Sicredi; a empresa planeja abrir showrooms com todos os modelos Clover.
- O mercado brasileiro movimentou R$ 4,5 trilhões em transações de 2025; estima-se mais de 23 milhões de maquininhas em operação no país. Em 2025, a Fiserv teve receita de US$ 21,2 bilhões e lucro líquido de R$ 3,5 bilhões; as ações caíram 14,7% em 2026, com valor de mercado de US$ 30,5 bilhões.
A Fiserv, maior processadora de pagamentos do mundo, inaugurou no Brasil sua primeira fábrica fora da Ásia. A unidade fica em Betim, Minas Gerais, e produzirá 100 mil maquininhas por ano da plataforma Clover. O investimento totaliza US$ 100 milhões.
Os dispositivos serão destinados ao mercado nacional, com foco em pequenas e médias empresas do varejo. Hoje os equipamentos são importados da China, mas a produção local deve reduzir custos logísticos e prazos de entrega.
A fábrica de Betim produzirá o Clover Flex, que oferece recursos de gestão do negócio além de pagamentos. Em conjunto com as demais linhas, a Fiserv opera hoje em torno de 500 mil estabelecimentos no Brasil.
A iniciativa faz parte de um pacote maior de US$ 100 milhões, que inclui investimentos em tecnologia até 2027. Ricardo Daguani, CEO da Fiserv no Brasil, afirma que a produção local amadureceu e ganhou escala.
A adoção de maquininhas no Brasil segue em crescimento. Dados da Abecs indicam que as transações com cartões movimentaram R$ 4,5 trilhões em 2025, com alta de 5,4% frente a 2024. O mercado já soma dezenas de milhões de dispositivos.
Com a produção local, a empresa pretende ampliar a disponibilidade dos equipamentos no país. A Fiserv estima manter operações em cerca de 500 mil pontos de venda, combinando venda direta e via parceiros.
Parcerias com bancos são parte da estratégia. A Caixa já comercializa serviços de adquirência com a Clover, e a Sicredi também atua nesse modelo. A receita da empresa no Brasil é fortemente impulsionada pelo segmento de adquirência.
A companhia já abriu lojas físicas para mostrar os modelos Clover, incluindo a unidade de Guarapari, no Espírito Santo, no ano passado. A meta é criar showrooms em regiões com maior concentração de negócios, como São Paulo.
No aspecto técnico, a A Fiserv aponta potencial para ampliar pagamentos via Pix por meio de QR-Code. A empresa afirma possuir tecnologia para capturar essas transações, que ainda são relevantes no Brasil, com boa parte ocorrendo entre aplicativos de bancos.
Segundo o BC, em março houve 7,4 bilhões de transações via Pix, totalizando R$ 3,5 bilhões. Deste volume, apenas uma parcela usa QR-Code estático ou chave inserida manualmente, abrindo espaço para soluções com as maquininhas.
Raio macro da operação aponta que, apesar de juros elevados, o crescimento depende do cenário monetário. O Copom é observado pela Fiserv como fator que pode influenciar crédito e demanda, com ajustes esperados conforme inflação.
Em 2025, a Fiserv registrou receita global de US$ 21,2 bilhões, com lucro líquido de US$ 3,5 bilhões. No Brasil, a empresa não divulga receita por país, mas figura entre os players relevantes do mercado de pagamentos local.
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