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Governo prepara nova renegociação dívidas para adimplentes com juros altos

Renegociação mira informais adimplentes com juros altos; medida pode beneficiar até 20 milhões, com anúncio entre fim de maio e início de junho

Ministro da Fazenda, Dário Durigan, durante assinatura da Medida Provisória do Novo Desenrola Brasil — Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
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  • Governo estuda nova rodada de renegociação de dívidas para adimplentes com juros altos, incluindo informais, com anúncio entre fim de maio e começo de junho.
  • A ação ocorre enquanto a versão 2.0 do programa Desenrola foi lançada, abrangendo inadimplentes da classe média e estudantes do Fies.
  • Desenrola 2.0 permite renegociação de dívidas até 31 de janeiro de 2026, atrasadas entre 90 dias e dois anos, com desconto variável e pagamento em até 48 meses.
  • Desconto médio é de 65%, variando de 30% a 90%; taxa de juros máxima de 1,99% ao mês; teto de nova dívida de até 15 mil por pessoa por instituição financeira.
  • O governo afirma que a renegociação pode beneficiar até 20 milhões de pessoas; no caso do Fies, há descontos diferenciados conforme cadastro único, com até 1,5 milhão de estudantes potenciais beneficiados.

O governo federal avalia uma nova rodada de renegociação de dívidas voltada a pessoas adimplentes que enfrentam juros elevados, em especial trabalhadores informais. A mensagem é de que a fase inicial de anúncio deve ocorrer entre o fim de maio e o começo de junho. A assessoria do Ministério da Fazenda confirmou o estudo.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o informal no Brasil não tem renda fixa nem salário previsível, o que o torna mais suscetível a juros altos. O objetivo é oferecer uma linha de renegociação específica para esse segmento, com divulgação prevista para o fim do mês.

Durante a semana, o governo lançou a versão 2.0 do Desenrola, programa de renegociação para inadimplentes que também abrange classe média e estudantes do Fies. A medida traz condições de desconto e prazos diferenciados para diferentes perfis de devedores.

Desenrola 2.0 e impactos

O programa permite que brasileiros com renda de até cinco salários mínimos renegociem dívidas até 31 de janeiro de 2026, com atraso entre 90 dias e dois anos. As negociações ocorrem diretamente nas plataformas das instituições financeiras, para dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.

O desconto médio informado fica em torno de 65%, variando entre 30% e 90% conforme dívida e tempo de atraso. A taxa de juros máxima fica em 1,99% ao mês, buscando ficar entre os patamares mais baixos do mercado. O prazo de pagamento pode chegar a 48 meses, com a primeira parcela vencendo em até 35 dias.

O teto de nova dívida, após descontos, é de até R$ 15 mil por pessoa, por instituição financeira. Durigan destacou que a renegociação pode alcançar até 20 milhões de pessoas, ampliando o alcance do programa.

Fies e benefícios específicos

No caso do Fies, dívidas vencidas e não pagas há mais de 360 dias podem receber até 99% de desconto para quem está inscrito no Cadastro Único. Quem não está no Cadastro Único pode ter descontos de até 77%. Dívidas mais recentes, com atraso de até 90 dias, incluem desconto de 12% sobre o principal para pagamento à vista ou parcelamento em até 150 vezes com abatimento total de juros e multas.

Estudantes e demais beneficiados deverão estar contemplados pela ampliação, com estimativa de atingir cerca de 1,5 milhão de pessoas. As regras completas costumam depender de cadastros e critérios de elegibilidade definidos pelos bancos e pelo governo.

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