- O Itaú Unibanco registrou lucro recorrente de R$ 12,3 bilhões no 1T26, alta de 10,4% frente ao 1T25, com ROE de 24,8% e carteira de crédito de R$ 1,48 trilhão.
- O resultado ficou levemente abaixo das expectativas do mercado, estimadas em cerca de R$ 12,5 bilhões.
- O custo de crédito acelerou, chegando a R$ 9,95 bilhões no 1T26, ante R$ 9,71 bilhões no 4T25, puxado pelo varejo e atraso de pagamentos no início do ano.
- No varejo, houve destaque para crédito imobiliário (+11,2%), cartão de crédito (+8,2%), consignado (+6,1%) e consignado privado (+63%), com inadimplência acima de 90 dias estável em 1,9%.
- O mercado avaliou as ações como descontadas: ADRs ficaram em alta na sessão, mas recuaram no after hours, com projeções de preço justo e upside de cerca de 18% diante de lucro estável e fundamentos fortes.
O Itaú Unibanco abriu a temporada de balanços do setor com lucro recorrente gerencial de R$ 12,3 bilhões no 1T26, alta de 10,4% ante o 1T25. O resultado ficou ligeiramente abaixo das projeções de analistas, ajudando a explicar a reação mais contida das ações após o anúncio.
O retorno sobre patrimônio líquido foi de 24,8%. A carteira de crédito total atingiu R$ 1,48 trilhão, impulsionada principalmente pelo varejo e pelas empresas. Apesar do crescimento, o mercado recebeu o relatório com cautela, pois o lucro veio abaixo da média esperada de R$ 12,5 bilhões.
Custo do crédito preocupa
Segundo Flávio Conde, Head de ações da Levante, o aumento do custo de crédito foi o principal fator da leve frustração. O custo de crédito subiu de R$ 9,71 bilhões no 4T25 para R$ 9,95 bilhões no 1T26, alta de 2,5%.
O banco atribuiu o movimento ao comportamento sazonal do varejo no começo do ano, quando há maior pressão sobre o orçamento familiar e atraso de pagamentos. O comunicado oficial destacou que o varejo concentra gastos e eleva atrasos de curto prazo.
Crescimento ainda sustentado pelo varejo
Mesmo com a elevação do custo de crédito, o Itaú manteve a expansão de suas linhas de negócio. No varejo, o crédito imobiliário cresceu 11,2% no ano, o cartão de crédito avançou 8,2% e o consignado subiu 6,1%.
O consignado privado chamou atenção com alta de 63% no período, refletindo uma estratégia mais agressiva nesse segmento. A inadimplência acima de 90 dias ficou estável em 1,9%, indicando controle da qualidade da carteira mesmo com pressão setorial.
Entre na conversa da comunidade