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Justiça vê fortes indícios de pirâmide na AJX Capital e bloqueia ativos

Justiça identifica fortes indícios de pirâmide na AJX Capital e determina arresto de ativos, diante de captação irregular e garantias sem liquidez

Justiça vê “fortes indícios” de pirâmide na AJX Capital e determina bloqueio de ativos
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  • Justiça de Barueri indica fortes indícios de pirâmide financeira envolvendo a AJX Capital e determina o arresto de ativos, citando risco concreto de dilapidação patrimonial.
  • A empresa captava recursos via Cédulas de Crédito Bancário lastreadas em ações do Banco de Santa Catarina, com garantias descritas como não líquidas.
  • Existem 239 ações na Justiça de São Paulo contra a AJX, seus sócios ou ligados, e mais de 250 reclamações no Reclame Aqui desde abril, com Calotes relatados desde fevereiro.
  • Decisões judiciais questionam a natureza das CCBs, apontando ausência de autorização do Banco Central e estrutura em que a AJX atuava como emissora e credora.
  • Credores buscam acordo extrajudicial; até 5 de maio o site da AJX listava quatro captações abertas, buscando levantar 12 milhões, com retorno prometido entre 1,6% e 1,83% ao mês.

A Justiça identifica fortes indícios de esquema semelhante a pirâmide na AJX Capital e determinou o bloqueio de ativos da companhia. A ação envolve captação de recursos por meio de Cédulas de Crédito Bancário (CCBs) lastreadas em ações do Banco de Santa Catarina. A empresa é alvo de inquérito por captação irregular e garantias sem liquidez.

Com base em dados do processo, credores apontam atraso no pagamento de CCBs emitidas pela própria AJX. Ao todo, a Justiça de São Paulo registra 239 ações envolvendo a empresa, seus sócios ou partes relacionadas. Reclamações de inadimplência cresceram desde fevereiro.

A atuação da AJX é contestada por decisões judiciais que apontam risco de dilapidação patrimonial. Em Barueri, magistradas suspenderam ativos e sustentaram indícios de atuação irregular no mercado de consumo, com emissão de títulos sem validade formal. A estrutura das CCBs também é questionada.

O lastro alegado pelas CCBs envolve ações preferenciais do Banco de Santa Catarina, incorporated pelo Banco do Brasil. O BB informou indicativos de relação entre ativos e o suposto esquema, conforme relatório da investigação. Em decisão, houve menção a risco concreto de dilapidação patrimonial.

Além do bloqueio de ativos, parte dos credores busca acordo extrajudicial para recuperação de parte dos valores. Advogado que representa investidores afirma estrutura nebulosa da operação e ressalta recebimentos principais postergados para agosto. A AJX não se pronunciou oficialmente sobre o tema.

A AJX é apresentada pela própria empresa como fintech, mas sem clareza quanto à atividade-fim. A origem da companhia envolve Anderson Soares, cuja trajetória no mercado financeiro é pauta de reportagens. Ele já participou de eventos e entrevistas com foco em educação financeira, sem detalhar a linha de negócio.

Origem, modelo de negócio e a ligação entre emissores e credores permanecem sob investigação. Por ora, a Justiça continua acompanhando o andamento de processos e inquéritos que podem esclarecer se houve prática de pirâmide financeira, captação irregular e risco de danos aos investidores.

Ponto-chave da investigação

  • Embaralha de ativos e garantias sem liquidez
  • Captações em aberto mantêm promessa de retorno, apesar de inadimplência
  • Inquéritos policiais e ações judiciais coexistem, ampliando o escrutínio sobre a AJX

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