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Klabin registra prejuízo de R$ 497 milhões no 1T26, após reverter lucro

Prejuízo de R$ 497 milhões no 1T26 derruba lucro da Klabin, com EBITDA abaixo das expectativas, mas dívida cai e caixa segue robusto

Foto: Klabin/Divulgação
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  • Klabin registrou prejuízo líquido de R$ 497 milhões no 1T26, revertendo lucro de R$ 446 milhões no mesmo período de 2025.
  • EBITDA ajustado ficou em R$ 1,67 bilhão, queda de 10% ante o 1T25, com margem de 34% (contra 38% no ano anterior) e abaixo da expectativa de R$ 1,75 bilhão.
  • Receita líquida de R$ 4,95 bilhões, alta de 2% versus o 1T25, mas ligeiramente abaixo da projeção de mercado (cerca de R$ 5 bilhões).
  • Volumes cresceram em todos os segmentos: cellulose (+16%, a 401 mil toneladas), papéis (+15%), embalagens (+3%) e papelão ondulado (+9% na receita).
  • Custos e investimentos: custo caixa por tonelada em R$ 3.342; CPV por tonelada subiu 4%; investimentos de R$ 839 milhões, +39% frente ao 1T25; dívida líquida caiu 3,9 bilhões e caixa soma R$ 8,9 bilhões.

A Klabin (KLBN11) registrou prejuízo líquido de R$ 497 milhões no 1T26, revertendo o lucro de R$ 446 milhões apurado no mesmo período de 2025. O resultado ocorreu com a queda do EBITDA ajustado, maiores despesas financeiras e efeitos contábeis relacionados aos ativos biológicos. A empresa divulgou os números na terça-feira, 5 de maio.

O EBITDA ajustado somou R$ 1,67 bilhão no trimestre, queda de 10% ante o 1T25. A margem EBITDA recuou de 38% para 34%. O resultado ficou abaixo da projeção média de analistas, de R$ 1,75 bilhão.

A receita líquida atingiu R$ 4,95 bilhões, alta de 2% frente ao 1T25, sustentada pelo aumento de volume de vendas. Mesmo com o crescimento, o número ficou um pouco abaixo da expectativa de mercado, estimada em R$ 5 bilhões.

Volumes crescem em todos os segmentos

A Klabin apontou avanços operacionais em diferentes linhas, mesmo ambiente macro desafiador. No segmento de celulose, o volume vendido avançou 16%, para 401 mil toneladas.

As vendas de papéis cresceram 15%, enquanto embalagens registraram alta de 3%. O papelão ondulado também teve destaque, com receita 9% maior e desempenho acima da média do mercado brasileiro, conforme dados da Empapel.

Custos, investimentos e endividamento

O custo caixa total por tonelada ficou estável, em R$ 3.342. O CPV por tonelada subiu 4%, pressionado pela parada de manutenção em Monte Alegre e por custos com fibras. Os investimentos somaram R$ 839 milhões, alta de 39% frente ao 1T25, com foco em manutenção, silvicultura e modernização.

O resultado financeiro ficou negativo em R$ 570 milhões, impactado por juros e variações cambiais. Mesmo assim, a Klabin reduziu a dívida líquida em R$ 3,9 bilhões no trimestre, mantendo alavancagem estável em 3,3 vezes. O caixa total chegou a R$ 8,9 bilhões.

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