- O absentismo custa 18,5 bilhões de euros para o setor público e 50 mil milhões para empresas privadas, elevando o gasto total acima da despesa com desempleo.
- Em 2025, houve 7,1 horas de ausência por trabalhador, equivalente a 1,59 milhão de trabalhadores ausentando-se diariamente e aproximadamente 1 milhão faltando o ano todo.
- Dentre os ausentes, 1,24 milhão estavam de baixa médica e 355 mil sem baixa, caracterizando o chamado absentismo voluntário.
- A AIReF aponta que, nos últimos oito anos, as ocorrências por contingências comuns duplicaram, com mais jovens (41% dos casos) e aumento de aferições infecciosas e mentais; políticas que incentivam baixos contribuíram para o cenário.
- Recomenda-se exigir baixa médica desde o primeiro dia, reduzir complementos em convenções e revisar a gestão das altas e baixas para combater o absentismo sem eliminar direitos, ajustando normas e controles.
O absenteísmo laboral atinge níveis críticos, tornando-se um dos maiores custos para a economia. Dados indicam que, em 2025, a ausência ao trabalho chegou a 7,1 horas por pessoa, envolvendo cerca de 1,59 milhão de trabalhadores ausentes diariamente e 1 milhão de trabalhadores faltando ao longo do ano, com ou sem justificativa.
O custo total é expressivo: 18,5 bilhões de euros pagos pela Administração Pública e 50 bilhões pelas empresas, totalizando uma despesa próxima da soma das prestações por desemprego. Partes envolvidas na gestão pública e privada discordam sobre as razões e as soluções.
A análise aponta que o problema não é apenas governamental, mas envolve trabalhadores, serviços médicos públicos, mútuas de acidentes, inspeção trabalhista e sindicatos. A ausência prolongada impacta produção e serviços, ampliando o peso financeiro sobre o conjunto da economia.
Custos e causas
Aproximadamente 1,24 milhões de pessoas tiraram licença médica, enquanto 355 mil ausentaram-se sem ela, o que é chamado de absentismo voluntário. A indefinição de controle sanitário, aliada a três dias iniciais sem necessidade de low, facilita ausências sem custo salarial para a empresa.
Entre incapacidades temporárias e doenças ocupacionais, o custo para a Segurança Social chegou a 18,4 bilhões de euros em 2025. O gasto quase triplicou nos últimos dez anos e aproxima-se das prestações por desemprego, além de exceder despesas com universidades e com pesquisa e desenvolvimento.
Medidas e perspectivas
Sensores independentes apontam que reduzir o custo total exige mudanças normativas para corrigir falhas estruturais. Recomenda-se eliminar práticas de simulação de doenças leves e reduzir incentivos que prolongam fins de semana. A adoção de licença médica desde o primeiro dia, com monitoramento eletrônico, é citada como medida factível.
A AIReF também observa que políticas recentes estimularam as bajas, com aumentos de 30% a 40% nas probabilidades de afastamento em setores público e privado. A instituição sugere empoderar médicos de mútuas na gestão de altas e baixas para reduzir a duração dos afastamentos.
Caminho a seguir
Especialistas defendem uma abordagem equilibrada entre responsabilidade individual e ajustes legais. A mudança requer coordenação entre governo, trabalhadores, empresas e instituições sanitárias. O objetivo é alinhar custos com o tamanho e a natureza da economia, preservando direitos sem criar distorções administrativas.
A discussão continua entre autoridades, sindicatos e empresários, com foco em reduzir o impacto econômico sem comprometer a proteção social. O tema permanece no centro de debates sobre competitividade, produtividade e equilíbrio fiscal.
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