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NeoSpace mira ser o cérebro das empresas e ampliar IA corporativa

NeoSpace mira tornar-se o 'cérebro' das empresas com modelos de dados que analisam milhões de interações em tempo real, apoiada por Itaú, Nigel Morris e Mick Malka

Felipe Almeida - NeoSpace
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  • NeoSpace, startup brasileira criada por ex-executivos da Zup, busca ser o “cérebro” das empresas usando modelos voltados a dados, com Itaú Unibanco entre clientes e investidores.
  • O Itaú serve como teste e validação da tecnologia em escala, ampliando a atuação da empresa para telecom, aviação e energia.
  • A operação foca em dados estruturados, argumentando que grandes modelos de linguagem (LLMs) não são ideais para processar grandes volumes de dados das organizações.
  • O sistema da NeoSpace promete identificar padrões em tempo real, prever cancelamentos, sugerir produtos e antecipar falhas operacionais, mudando a experiência do cliente.
  • Investidores incluem Nigel Morris, Hans Morris e Mick Malka, que acreditam que um “cérebro” de IA capaz de entender milhões de clientes em tempo real facilita decisões de negócio e gera retorno financeiro.

NeoSpace, startup brasileira, busca tornar-se o “cérebro” das empresas ao trabalhar com dados estruturados em vez de apenas texto. A empresa aponta que modelos de linguagem (LLMs) não respondem sozinhos por grandes volumes de dados corporativos. A aposta é reduzir o gap entre promessa e retorno financeiro com IA.

Fundada por ex-executivos da Zup, a NeoSpace recebeu apoio de Itaú Unibanco, que é cliente e investidor. A parceria serve para testar a tecnologia em escala no setor financeiro e além, ampliando a atuação para telecom, aviação e energia.

Ao longo dos últimos dois anos, a startup iniciou operações com o Itaú como elo-chave. O objetivo é transformar dados em valor concreto e orientar decisões de negócio com análises em tempo real de milhões de interações.

Para Pedro Almeida, cofundador da NeoSpace, LLMs não substituem bases estruturadas. O foco é criar modelos capazes de entender comportamento de clientes e identificar padrões com rapidez, contribuindo para retenção, oferta de produtos e redução de falhas operacionais.

A proposta é semelhante à leitura de comportamento em tempo real presente em redes sociais. A diferença está na aplicação em setores como bancos, telecom e indústria, onde dados estruturados são centrais para decisões.

Investidores de peso apoiam a estratégia. Nigel Morris, cofundador do Capital One, e Hans Morris, ex-CEO da Visa, participam do movimento, ao lado de Mick Malka, investidor de venture capital. A atuação conjunta visa rentabilizar IA por meio de soluções orientadas a dados.

A promessa da NeoSpace é criar um ecossistema onde o “cérebro” de dados orienta ações de negócio em tempo real. Em vez de depender apenas de modelos de linguagem, a empresa aposta em uma arquitetura capaz de prever cancelamentos, sugerir produtos e antever falhas.

O plano, segundo a startup, é escalar a tecnologia para diferentes setores mantendo foco em resultados financeiros. A busca por clientes além do Itaú já está em andamento, ampliando o ecossistema de parceiros e aplicações.

A NeoSpace afirma que a saída prática é entregar previsões acionáveis com impacto mensurável. O objetivo é consolidar a empresa como referência global em soluções de dados para IA empresarial, conectando tecnologia a resultados.

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