- O barril do Brent operava próximo de US$ 98, com queda de aproximadamente 11,6%, enquanto o WTI caía cerca de 11,9%, por volta das oito da manhã.
- A queda reflete a expectativa de um acordo entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra no Golfo, incluindo suspensão temporária do programa nuclear iraniano em troca de redução de sanções.
- O Paquistão atua como intermediário nas negociações, com uma proposta inicial em formato de documento de apenas uma página e prazo de trinta dias para um entendimento mais completo.
- O Estreito de Ormuz, rota estratégica para o petróleo, aparece entre os temas centrais, com a possibilidade de reduzir restrições à navegação durante as negociações.
- O presidente dos Estados Unidos informou a suspensão de uma operação militar na região; ataques recentes e feridos em um navio de uma empresa francesa contribuíram para a elevação das tensões.
O petróleo caiu abaixo de US$ 100 por barril diante da possibilidade de um acordo entre EUA e Irã para encerrar a guerra no Golfo. O Brent era negociado perto de US$ 98, com queda de 11,6%, às 8h. O WTI recuava 11,93%, a US$ 89,13. Bolsas subiam e os juros de títulos caíam.
Segundo a Reuters, EUA e Irã estariam próximos de fechar um acordo inicial, em formato de documento curto, de uma página. A proposta já havia sido adiantada pelo Axios, com base em fontes do governo americano. Países envolvidos contam com a mediação do Paquistão.
Paquistão sediou a primeira rodada de conversas, no mês passado, e atua como intermediário entre as partes. Autoridades dos EUA e do Irã não se pronunciaram oficialmente. Uma emissora local informou que o Irã analisa uma proposta de 14 pontos dos EUA.
Entre as medidas em discussão estão a suspensão temporária do programa nuclear iraniano e a redução de sanções dos EUA. Também estaria em pauta a liberação de recursos iranianos bloqueados no exterior, além de facilitar a navegação no Estreito de Ormuz.
O acordo inicial preveria um prazo de 30 dias para negociação de um pacto mais completo, com regras detalhadas sobre o programa nuclear, o fim das sanções e a normalização do transporte marítimo. Distensão gradual de restrições poderia ocorrer nesse intervalo.
Mais cedo, o presidente Donald Trump anunciou a suspensão de uma operação militar que escoltava navios na região. A ação não restabeleceu o fluxo de embarcações e elevou as tensões, com novos ataques.
recentemente, um navio de uma empresa francesa foi atingido na região, deixando tripulantes feridos. Desde o fim de fevereiro, o Estreito de Ormuz tem enfrentado restrições, elevando o risco para o transporte de petróleo e pressionando os preços.
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