- Ativos de risco globais ensaiam descompressão, com o petróleo caindo forte; Brent para julho cai 9,17% a US$ 99,80/ barril e WTI para junho recua 10,77% a US$ 91,26.
- Oposição de guerra no Oriente Médio ganha um possível fim, com autoridades dos EUA e Irã trabalhando em memorando, segundo o site Axios.
- O dólar, medido pelo índice DXY, cai 0,65%, enquanto os rendimentos dos Treasuries recuam ao longo da curva.
- Os futuros de ações norte-americanas sobem: S&P 500 avança 0,90%, Dow Jones 1,12% e Nasdaq 1,53%.
- No Brasil, a expectativa é de nova rodada de queda de prêmio de risco e possível precificação de ciclos de cortes na Selic, com o Ibovespa ganhando fôlego; o BC tinha anunciado leilão de swap cambial reverso de até 10 mil contratos para hoje.
Ações e ativos de risco sinalizavam descompressão global nesta manhã, com quedas nas cotações de petróleo e recuo do dólar, diante da possibilidade de um acordo de paz entre EUA e Irã. O site Axios informou que autoridades de ambos os países trabalham em um memorando para encerrar a guerra na região.
O Brent para julho recuava cerca de 9,17%, negociado a US$ 99,80 por barril na ICE. O WTI para junho caía 10,77%, a US$ 91,26 na Nymex. O dólar, medido pelo índice DXY, operava em 97,809 pontos, queda de 0,65%, enquanto os rendimentos dos Treasuries recuavam em toda a curva.
Os futuros de ações nos EUA apontavam alta: S&P 500 subia 0,90%, Dow Jones ganhava 1,12% e Nasdaq avançava 1,53%. O cenário de alívio moderava a aversão ao risco e estimulava novas compras em bolsas pelo mundo, incluindo agentes locais.
Perspectiva de política monetária e câmbio
Essa atuação positiva pode abrir espaço para novo recuo nos prêmios de risco domésticos, com queda nas curvas de juros futuros e maior expectativa de cortes na Selic. O Ibovespa poderia se valorizar como consequência desse ambiente externo mais favorável.
Na noite de ontem, o Banco Central anunciou um leilão de swap cambial reverso de até 10 mil contratos para esta quarta-feira, o que mantém a atenção sobre o câmbio e eventuais impactos na liquidez e na política macroeconômica.
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