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Magalu cai após balanço que frustrou mercado e assustou investidores

Balanço frustra mercado; ações caem quase 10% após piora das vendas on-line, aumento do prejuízo ajustado e forte queima de caixa da Magazine Luiza

Fachada da loja Magazine Luiza de Pinheiros. — Foto: Ana Paula Paiva/Valor
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  • Magazine Luiza caiu 9,95% nesta sexta-feira (8) após balanço do primeiro trimestre de 2026, segunda maior queda do Ibovespa.
  • Receita líquida ficou em R$ 9,2 bilhões, recuo de 2% frente ao mesmo período do ano anterior; prejuízo ajustado subiu para R$ 118 milhões.
  • Vendas nas mesmas lojas cresceram 6,4%, enquanto as vendas on-line caíram 11% na comparação anual.
  • A geração de caixa ficou perto de uma queima de caixa de cerca de R$ 980 milhões no trimestre, com despesas financeiras maiores devido aos juros elevados.
  • Analistas do Itaú BBA destacam que a operação on-line é o principal ponto de atenção, com competição digital avançando; há expectativa de efeito positivo da Copa do Mundo no segundo trimestre para TVs e eletrodomésticos, mas o monitoramento continua.

O Magazine Luiza (MGLU3) teve queda firme após divulgar balanço do 1T2026, divulgado nesta sexta-feira (8). As ações caíram 9,95%, a segunda maior baixa do Ibovespa, diante de resultados abaixo das projeções.

O Itaú BBA aponta piora na operação on-line, aumento do prejuízo e pressão na geração de caixa. As lojas físicas mostraram desempenho mais estável, mas o segmento digital continua sob pressão em um ambiente de competição crescente.

As vendas nas mesmas lojas cresceram 6,4% no período, enquanto o e-commerce caiu 11% ante o mesmo trimestre de 2025. A receita líquida ficou em R$ 9,2 bilhões, recuo de 2% year over year.

O prejuízo ajustado subiu de R$ 25 milhões para R$ 118 milhões, impactado por receita fraca e maior custo financeiro. A geração de caixa ficou negativa em torno de R$ 980 milhões no trimestre.

Para o mercado, o principal ponto de atenção é a operação on-line. O banco observa avanço de concorrentes digitais em categorias-chave, como eletrônicos e eletrodomésticos.

Juros elevados e endividamento das famílias mantêm pressão sobre o consumo no Brasil, dificultando recuperação do varejo. Mesmo assim, as lojas físicas demonstram resiliência, segundo o Itaú BBA.

Como ponto positivo, a Copa do Mundo, que começa em junho, pode impulsionar vendas de TVs e eletrodomésticos no 2T. Ainda assim, o desempenho on-line e a geração de caixa devem continuar a ser monitorados.

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