- Regiões centrais das capitais voltaram a ganhar destaque, com revisão de planos diretores que aumentam adensamento e viabilizam novos empreendimentos em áreas já estruturadas.
- Mudanças urbanísticas elevam o potencial construtivo (até 5 a 8 vezes a área do terreno) e reduzem restrições, com incentivos à habitação de interesse social.
- Em São Paulo, o número de unidades do Minha Casa, Minha Vida no centro expandido cresceu 64 vezes em dez anos, de cerca de 350 em 2016 para aproximadamente 22,5 mil, passando de 5% para cerca de 40% dos lançamentos.
- A MRV direciona cerca de sessenta por cento das novas aquisições de terrenos para áreas consolidadas, com projetos em cidades como São Paulo, Belo Horizonte, Recife e Rio de Janeiro.
- Especialistas apontam que a tendência visa cidades mais eficientes, com menor deslocamento, melhor aproveitamento da infraestrutura e formação de cidades mais compactas.
O mercado imobiliário tem voltado seus investimentos para áreas centrais das grandes capitais brasileiras, impulsionado pela revisão de planos diretores e marcos urbanísticos. O objetivo é ampliar o adensamento em estruturas já existentes, com mais acesso a transporte, serviços e infraestrutura. A tendência se verifica principalmente em metrópoles como São Paulo.
Segundo o Secovi-SP, as mudanças indicam uma reforma estrutural na ocupação urbana, com maior viabilidade econômica de novos projetos em regiões consolidadas. Entre os fatores que favorecem esse movimento estão a proximidade de transporte público, empregos e serviços.
Ações recentes nesses centros urbanos trazem impactos relevantes, com maior densificação e uso mais eficiente da infraestrutura. A tendência também tem sido observada no comportamento de grandes construtoras, como a MRV, que aposta em terrenos em áreas consolidadas.
O que mudou nas regras urbanísticas?
Alterações nos planos diretores elevaram o potencial construtivo, com aumento de 5 a 8 vezes a área do terreno em alguns casos. Também houve redução de entraves a novos empreendimentos e incentivos para habitação de interesse social.
As mudanças estimulam o adensamento urbano e viabilizam projetos de maior escala em regiões antes pouco exploradas para moradia. A soma de incentivos e flexibilizações facilita lançamentos em áreas centrais.
Como o mercado tem respondido?
Em São Paulo, o segmento de habitação acessível na região central cresceu nos últimos anos. Dados do Secovi-SP apontam evolução expressiva no Minha Casa, Minha Vida no centro expandido.
Pelo levantamento, o total de unidades passou de cerca de 350 em 2016 para aproximadamente 22,5 mil recentemente. A participação do segmento saltou de 5% para cerca de 40% dos lançamentos da área.
Qual é a estratégia adotada pela MRV?
A MRV mantém foco em áreas consolidadas, com cerca de 60% das novas aquisições de terrenos nesses locais. Entre as cidades com projetos nesse perfil estão São Paulo, Belo Horizonte, Recife e Rio de Janeiro.
A direção afirma que esse movimento acompanha a centralidade urbana. A empresa busca atender demanda histórica por moradia próxima a transporte, serviços e polos de emprego.
Por que esse modelo é considerado estratégico?
Especialistas destacam ganhos de eficiência urbana e qualidade de vida com o redesenho de centralidade. Segundo Rafael Albuquerque, executivo da MRV&CO, há uma mudança estrutural na produção habitacional do país.
Entre os benefícios apontados estão menor tempo de deslocamento, melhor aproveitamento da infraestrutura e maior integração com polos de emprego. A tendência sinaliza cidades mais compactas e sustentáveis.
O que muda para o futuro das cidades?
A expansão de centrais urbanas aponta para rereocupação de áreas já urbanizadas e menor expansão periférica desordenada. O uso eficiente dos recursos e a centralidade passam a orientar novos investimentos.
A MRV&CO resume o golpe de visão: readensamento e centralidade como eixo de desenvolvimento urbano. A meta é devolver à população regiões com infraestrutura pronta e acesso a serviços.
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