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Mineradora se compromete a repassar R$ 217 milhões em auxílios

Samarco aceita metodologia do MPF e repassará R$ 217,6 milhões em correção de auxílios a comunidades atingidas pelo rompimento de Mariana

Comunidade de Paracatu, distrito de Mariana, atingida pelo rejeito após o desastre do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana
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  • Samarco se compromete a repassar aproximadamente R$ 217,6 milhões adicionais para corrigir pagamentos de auxílios a povos e comunidades atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG).
  • A decisão foi tomada após parecer técnico do Ministério Público Federal, que apontou que os cálculos anteriores estavam incorretos.
  • A correção seguirá a metodologia indicada pelo MPF e retroagirá a todos os núcleos familiares elegíveis.
  • O ajuste envolve seis mil, novecentos e vinte e oito titulares e cinco mil, novecentos e oitenta e seis dependentes, e será quitado com a terceira parcela do auxílio retroativo, somando aproximadamente R$ 1,4 bilhão nos três componentes.
  • O Ministério Público Federal continuará acompanhando o cronograma de repasses e a implementação do Novo Acordo do Rio Doce.

A Samarco aceitou a metodologia de cálculo indicada pelo Ministério Público Federal (MPF) e pagará aproximadamente R$ 217,6 milhões adicionais, para corrigir auxílios financeiros a povos e comunidades atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG). A correção corrige valores considerados inadequados em auditoria técnica do MPF.

O repasse emerge após parecer do MPF, que questionou cálculos usados para o Auxílio Financeiro Emergencial (AFE) e o Auxílio de Subsistência Emergencial (ASE). O Grupo de Trabalho Rio Doce acionou a perícia para revisar as contas, constatando divergências nos pagamentos já efetuados.

Em 17 de abril de 2026, a Samarco informou ao MPF que adotará a metodologia do parecer para o cálculo retroativo do AFE/ASE a todas as famílias elegíveis. O montante de 217,6 milhões corresponde apenas à diferença entre o valor já pago e o devido, conforme a perícia.

Como será o pagamento

A correção será quitada com a terceira parcela do auxílio retroativo. O ajuste, segundo o MPF, considera um salário-mínimo mensal mais 20% por dependente, com atualização pela inflação (IPCA) até a data de reconhecimento da comunidade e, a partir daí, pela taxa Selic até o pagamento final.

Ao todo, 6.928 titulares e 5.986 dependentes devem ser alcançados. Entre as categorias beneficiadas estão garimpeiros, faiscadores, comunidades do Sapê do Norte e povos como Santa Efigênia, Povoação e o povo Puri.

Panorama financeiro e desdobramentos

Após a 3ª parcela do retroativo, estimada em cerca de 448 milhões, somando o ajuste de 217,6 milhões, o total repassado nas três parcelas chega a aproximadamente 1,4 bilhão de reais. O MPF manterá o acompanhamento do cronograma de repasses e da implementação do Novo Acordo do Rio Doce.

A atuação busca assegurar que a reparação chegue integralmente aos atingidos, com monitoramento contínuo pelo MPF e pelas instituições envolvidas. O texto original foi publicado pelo MPF em 4 de maio de 2026 e adaptado para o Poder360.

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