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Santander segue firme para cumprir metas em ano desafiador

Santander mantém previsões para 2026 diante de incertezas externas, com fusões em andamento (TSB e Webster) e recorde de lucro no primeiro trimestre

Ana Botín, presidenta del banco de Santander, en una imagen de archivo.
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  • O Santander registrou lucro trimestral recorde de 5,422 bilhões de euros no primeiro trimestre, impulsionado pela venda de 49% da sua filial na Polônia; sem essa operação, o lucro seria de 3,56 bilhões, 12% acima.
  • A instituição não alterou as previsões para 2026, e analistas enxergam o caminho adequado para atingir as metas, com foco na transformação de perfil após a compra da TSB e da Webster.
  • A aquisição da TSB, por 3,3 bilhões de euros, amplia a presença no Reino Unido e ajuda a tornar o Santander um dos maiores players de hipotecas no país; a compra da Webster deve ser concluída no segundo trimestre.
  • A integração de Webster e TSB deve reduzir o capital em cerca de 210 pontos, mantendo a solvência prevista em cerca de 13%.
  • O banco pretende elevar receitas e reduzir custos, com metas de eficiência em 2028 de 36% (de 42,8%) e rentabilidade acima de 20%, segundo avaliações de analistas.

O Santander apresentou resultados do primeiro trimestre de 2026 com lucro recorde. O grupo atingiu 5,422 bilhões de euros, ante até 3,56 bilhões sem as operações de venda, alta de 60% por causa da venda de 49% da filial na Polônia.

A instituição destacou que, se consideradas as operações, o crescimento foi de 12%. O banco atribui o desempenho ao desempenho diversificado e à melhoria nos indicadores de crédito e de receita em várias unidades ao redor do mundo.

A direção informou que a operação de venda polonesa gerou cerca de 1,9 bilhão de euros em ganhos. Com isso, a margem de lucro trimestral ficou fortalecida, reforçando a posição de capital e os resultados em conjunto com as grandes operações internacionais.

O grupo continua com o plano de transformação. O objetivo é elevar receitas ao mesmo tempo em que reduz custos, avançando nas aquisições de destaque anunciadas recentemente. Em junho, deve concluir a compra de Webster, nos EUA, que tende a ampliar o perfil global do Santander.

Além disso, o Santander concluiu a aquisição da filial britânica TSB por 3,3 bilhões de euros. Com a operação, a instituição espera ampliar sua presença no mercado de hipotecas no Reino Unido e reforçar sua atuação no segmento de varejo e serviços financeiros.

No primeiro trimestre, o Santander registrou forte desempenho na Espanha, principal fonte de receitas, com resultados sólidos em operações financeiras, crédito e comissões. A entidade também ressaltou ganhos na divisão americana, acima das expectativas.

Analistas veem os números como sinais de solidez para sustentar a trajetória de crescimento, mesmo diante de um ambiente macro com incertezas. A expectativa é de que o banco mantenha a rota de resultados até o fim de 2026, conforme o guidance vigente.

Contexto macro e perspectivas

O cenário global continua marcado por riscos geopolíticos e pela energia, com impactos potenciais na demanda por crédito. A instituição mantém a avaliação de que o BCE poderá realizar movimentos graduais de política monetária, o que pode sustentar margens de atuação.

A visão de retornos ao acionista permanece positiva entre analistas que acompanham o Santander, com recomendação de compra ainda dominante. O consenso contempla que as aquisições fortaleçam o perfil internacional e a geração de valor.

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