- O S&P 500 atingiu recorde, com o índice subindo cerca de 9% em pouco mais de um mês, apesar da guerra no Irã; o Brent ultrapassou os 100 dólares o barril.
- O crescimento das receitas do primeiro trimestre de 2026 ficou em 27%, bem acima da previsão inicial de 13,2%, com 84% das empresas superando as estimativas de lucro por ação e 81% superando as de venda.
- O setor de tecnologia, especialmente negócios ligados à inteligência artificial, foi o principal motor do desempenho, com Alphabet, Amazon, Meta e Microsoft elevando ganhos médios em torno de 61% e vendas em 20%.
- As projeções de investimento em IA firmaram-se em alta: expectativa de investimento de capital em IA para grandes empresas ficou em 751 mil milhões de dólares, 83% acima de 2025; a recuperação de lucros deve sustentar o rally.
- Analistas destacam cautela e entusiasmo: perspectiva de lucros acima do consenso para 2026, impactos de custos energéticos e incerteza geopolítica continuam, mas há otimismo com a força de IA e com a resiliência do mercado.
Wall Street registra incerteza, mas alcança máximas. O S&P 500 atingiu recorde após o robusto começo de temporada de resultados, com rentabilidade de 8% em pouco mais de um mês, apesar da tensão geopolítica envolvendo Irã. O Brent passou de US$ 100 o barril, pressionando o cenário macro.
O motor da alta são os lucros corporativos. Segundo a FactSet, o ganho agregado das empresas do S&P 500 no primeiro trimestre de 2026 avançou 27%, frente a uma previsão inicial de 13,2%. O BPA superou expectativas em 84% dos casos; as vendas, em 81%.
No setor, a área de tecnologia, especialmente IA, lidera as receitas. Alphabet, Amazon, Meta e Microsoft registraram crescimento médio de lucros de 61% e aumento de 20% nas receitas. Analistas elevam as projeções de investimento em IA para 2026 e 2027.
Estimativas indicam que grandes players de IA devem investir cerca de US$ 751 bilhões, ante US$ 408 bilhões em 2025. Goldman Sachs aponta que infraestrutura de IA também ganhará impulso, contribuindo para o crescimento do mercado como um todo.
Diversos especialistas destacam ganhos recentes, mas mantêm cautela. RBC ressalta que 45% das companhias esperam benefício por ação acima do consenso em 2026, ainda que com custos energéticos elevados e geopolítica tensa.
Há também avaliações de mercado em alta. Morningstar aponta que setores de tecnologia, comunicações e consumo cíclico apresentam potencial de valorização, com volatilidade prevista para o restante do ano e risco ligado ao petróleo.
Europeias diferem do ritmo americano. O Stoxx 600 avança pouco mais de 1% na base anual, com metade das empresas superando previsões de receita. A influência de companhias value favorece o cenário europeu frente à ênfase tecnológica dos EUA.
Entre as perspectivas, analistas observam que o impulso de IA pode sustentar ganhos de lucro no S&P, mas exigem evidências de crescimento de receita. Para alguns, o crescimento de lucros dependerá da produtividade e da eficiência obtidas pela IA.
Em relação aos impactos setoriais, investidores destacam oportunidades na indústria europeia ligada à IA, como elétrica, gestão térmica e redes de dados. A recuperação de fluxos de capital na Europa também é citada como diferencial.
O cenário permanece sem mudanças drásticas na política externa, mas as expectativas de resultados corporativos continuam a orientar a trajetória de Wall Street. O mercado monitora a relação entre ganhos, custos energéticos e riscos geopolíticos.
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