- A WeWork mantém a aposta no Brasil, mas congela a expansão até 2028, concentrando-se em otimizar mais de 84 mil metros quadrados de escritórios sob gestão.
- Novas unidades serão abertas apenas em casos de negócios especiais; o formato de locação para uso exclusivo por uma única empresa está em estudo.
- O Brasil é o principal mercado da empresa, respondendo por cerca de 80% do negócio, com maior área ocupada e alta frequência de profissionais.
- A empresa diz ter superado a crise recente, com reestruturação de contratos, gerenciamento de dívidas e melhoria de receita para 2025.
- Mesmo diante das dificuldades, a WeWork segue líder no mercado brasileiro de espaços de escritórios compartilhados, com área ocupada três vezes maior que a da segunda colocada, a Regus.
A WeWork mantém a aposta no Brasil, mas decidiu congelar a expansão até 2028. A estratégia é concentrar esforços na otimização dos espaços já ativos, em vez de abrir novas unidades no país. A decisão foi anunciada por Claudio Hidalgo, vice-presidente para a América Latina.
A empresa pretende manter a atual metragem ocupada e priorizar a consolidação das praças existentes. A ideia é melhorar a ocupação, reduzir custos operacionais e aprimorar a eficiência dos imóveis que já gerem receita no Brasil.
Outra aposta é o modelo de locação de espaços para uso exclusivo por uma única empresa. Hidalgo afirma que há conversas avançadas com uma companhia, com detalhes mantidos em confidencialidade, para atender a necessidades específicas desse cliente.
Panorama no Brasil
O Brasil é o principal mercado da WeWork, respondendo por cerca de 80% do negócio da empresa na região. O país abriga o maior número de escritórios da rede e apresenta a maior ocupação em metros quadrados, além de maior frequência de uso por profissionais.
Dados recentes indicam que a empresa mantém liderança no mercado de escritórios compartilhados no Brasil, superando concorrentes diretos na região. A atuação local segue como referência para a estratégia de expansão global, mesmo diante de revisões de portfólio.
Histórico de crise e recuperação
A WeWork enfrentou uma crise marcada por pedidos de recuperação judicial nos EUA em 2023 e posterior reestruturação de contratos. A companhia renegociou dívidas e encerrou operações em várias unidades ao redor do mundo para recompor sua liquidez.
Em 2025, a empresa informou aumento de receita em relação ao ano anterior, com ganhos considerados sinais de recuperação. O retorno ao ritmo de negócios no Brasil é visto como indicador de estabilidade regional, segundo fontes da empresa.
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