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Bolsas resistem à alta do petróleo diante de tensões crescentes no Irã

Mercados sobem na Ásia apesar de petróleo superar 105 dólares e tensões no Golfo, com investidores atentos a Irã e à cúpula EUA-China

El presidente de EE UU, Donald Trump.
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  • O barril de Brent subiu mais de quatro por cento, passando de 105 dólares, diante das tensões entre EUA e Irã e da rejeição de Trump à resposta iraniana a uma proposta de paz.
  • As Bolsas asiáticas fecharam em alta, puxadas por fabricantes de chips e expectativas com a cúpula EUA-China; o MSCI Asia-Pacífico avançou 0,6% e o KOSPI atingiu máximos históricos, com cerca de 5% de valorização.
  • Nos EUA, os contratos futuros do S&P 500 caíram 0,1%, enquanto o EuroStoxx 50 aponta pequenas altas na abertura; os mercados continuam atentos ao conflito no Oriente Médio e à inflação.
  • O estreito de Ormuz permanece praticamente fechado, o que sustenta a aversão ao risco e fortalece o dólar; o ouro recuou para aproximadamente 4.700 dólares a onça.
  • Nesta semana, devem divulgar resultados Cisco e Applied Materials, com Nvidia e Walmart previstos para o fim do mês; analistas destacam que os lucros têm sido o principal motor de recuperação dos mercados.

A guerra no Oriente Médio segue sem sinais de resolução após o veto do presidente dos EUA, Donald Trump, à resposta do Irã a uma proposta de paz de 14 pontos. O mercado de petróleo reagiu com o Brent acima de 105 dólares, impulsionado pelo risco geopolítico no Estreito de Ormuz.

Investidores apontam que a escalada militar na região eleva as preocupações inflacionárias, ajudando a sustentar o aumento dos preços do petróleo. O movimento ocorre apesar do otimismo com a aproximação entre EUA e China para uma cúpula prevista para esta semana.

As bolsas asiáticas registraram ganhos, sustentadas por avanços de fabricantes de chips e pela expectativa da reunião entre Xi Jinping e Trump. Na China, a inflação de abril chegou acima do esperado, enquanto o MSCI Asia-Pacífico subiu 0,6% e o KOSPI atingiu máximos históricos, com alta de 5%.

Entre os indicadores globais, os futuros do S&P 500 recuaram 0,1% após sessões recordes em Wall Street, e o EuroStoxx 50 iniciou registrando leve alta. O ambiente permanece favorável ao setor de tecnologia, mas o petróleo elevado pesou as perspectivas, elevando temores inflacionários.

O governo norte-americano rejeitou a contraproposta iraniana, fortalecendo a visão de que não haverá distensão rápida no Golfo. A proposta iraniana previa o levantamento de sanções, retirada da presença naval dos EUA no Golfo, garantias de segurança e direito de continuar com parte das atividades nucleares.

Relatos de imprensa indicam que Teerã teria sugerido diluir parte de urânio altamente enriquecido e transferir o restante para um terceiro país, via mediadores paquistaneses. As informações reforçam a incerteza sobre como o conflito poderá evoluir.

O estreito de Ormuz permanece essencialmente fechado, mantendo-se como foco dos mercados e dos operadores financeiros. O dólar sobe frente a várias moedas. O ouro recua, com expectativa de manutenção dos juros elevados.

Nesta semana, a temporada de resultados das empresas norte-americanas começa com Cisco e Applied Materials anunciando ganhos. Nvidia e Walmart divulgam no fim do mês. Analistas destacam que o cenário atual ainda depende de desfechos políticos e da evolução do conflito.

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