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Embaixadora brasileira nos EUA vê risco de tarifas mesmo após Lula-Trump

Apesar da reunião considerada positiva, embaixadora alerta para risco de novas tarifas; exportações caíram e persistem incertezas da investigação

Lula e Trump na Casa Branca
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  • Embaixadora Maria Luiza Ribeiro Viotti disse que a reunião entre Lula e Trump foi positiva e abriu espaço para negociações comerciais.
  • Ainda há riscos de novas barreiras, mesmo com a suspensão das tarifas impostas no ano passado.
  • As sobretaxas chegaram a quarenta a cinquenta por cento em alguns produtos brasileiros, impactando exportações e cadeias de suprimentos.
  • O governo brasileiro busca evitar novas barreiras e manter o crescimento do comércio, mesmo com investigação da Seção 301 dos EUA; a decisão da Suprema Corte sobre a IEEPA trouxe alívio, mas não resolveu tudo.
  • Viotti destacou que a visita foi importante para fortalecer o diálogo e que os próximos 30 dias devem avançar para assegurar crescimento de comércio e investimentos entre os dois países.

A embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luiza Viotti, disse que a reunião entre o presidente Lula e o presidente dos EUA, Donald Trump, foi positiva e abriu espaço para negociações comerciais. O encontro ocorreu no contexto de tensão com tarifas anteriores.

Viotti afirmou que as tarifas impostas no ano passado foram vistas pelo governo brasileiro como injustificadas e contribuíram para a queda das exportações. Ela destacou impactos também nas cadeias de suprimentos já consolidadas entre os dois países.

A diplomata lembrou que, embora a Corte Suprema dos EUA tenha derrubado parcialmente as tarifas por meio de uma decisão sobre a aplicação da IEEPA, ainda pairam incertezas ligadas a uma investigação em curso baseada na Seção 301. Esse mecanismo apura práticas comerciais consideradas desleais.

Segundo Viotti, o governo brasileiro trabalha para evitar novas barreiras e manter o crescimento do comércio e dos investimentos em meses recentes. A visita de Lula ao país norte-americano foi apontada como um passo para fortalecer o diálogo comercial.

Ela destacou que o acordo de cooperação aponta para um período de cerca de 30 dias em que Brasil e EUA devem intensificar atividades conjuntas para estimular o comércio. A embaixadora reforçou o compromisso de evitar novas tarifas sobre exportações brasileiras.

O contexto político envolve uma agenda brasileira vinculada a ações sobre políticas setoriais, incluindo questões como mecanismos de pagamento e setores sensíveis. A discussão ocorre em meio a uma investigação norte-americana sobre procedimentos de mercado.

Analistas, como o ex-embaixador Thomas Shannon, ressaltaram a importância da presença brasileira nos EUA e a necessidade de melhorar a comunicação entre os dois países. A visão é de que o Brasil tem impacto cotidiano na vida norte-americana, ainda que essa presença não seja amplamente reconhecida.

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