- Petrobras registrou lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no 1º trimestre, queda de 7,3% frente ao mesmo período do ano anterior.
- No critério sem eventos exclusivos, o lucro foi de R$ 23,8 bilhões, alta de 0,8% na mesma base de comparação.
- O resultado foi influenciado pelo ganho com variação cambial de R$ 12,3 bilhões e pela reversão de impairment (baixa contábil).
- O conselho de administração aprovou o pagamento de dividendos de R$ 9 bilhões, ou R$ 0,7009 por ação.
- O EBITDA ajustado (sem eventos exclusivos) foi de R$ 61,7 bilhões, queda de 1%; a receita de vendas somou R$ 123,6 bilhões, alta de 0,4%; dívida líquida chegou a US$ 62 bilhões e o capex totalizou US$ 5,1 bilhões (alta de 25,6%).
A Petrobras reportou lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no 1º trimestre, avanço de 7,3% sobre o mesmo período de 2025, conforme divulgação da empresa nesta segunda-feira. O resultado veio com ganho cambial de R$ 12,3 bilhões e reversão de impairment, influenciando o balanço.
A receita de vendas atingiu R$ 123,6 bilhões, com alta de 0,4%. O EBITDA ajustado (sem eventos exclusivos) ficou em R$ 61,7 bilhões, queda de 1% na comparação anual. A produção total própria e as vendas de derivados contribuíram para o desempenho.
A dívida líquida somou US$ 62 bilhões no trimestre, frente US$ 56 bilhões um ano antes. O capex totalizou US$ 5,1 bilhões, aumento de 25,6%, com 87,4% do investimento no segmento de exploração e produção.
Dividendos e governança
O conselho aprovou pagamento de remuneração aos acionistas no valor de R$ 9 bilhões, equivalente a R$ 0,7009 por ação, entre ações ordinárias e preferenciais. A empresa enfatiza que os efeitos dos reajustes de petróleo ainda devem aparecer nas exportações do 2º trimestre.
A gestão destaca recordes de produção de óleo e gás e forte geração de caixa. Analistas indicam que, embora o desempenho operacional tenha sido robusto, a margem mensal ficou pressionada por fatores de timing de receita e custos de capital.
Olhar externo e perspectivas
Ao analisar o trimestre, o mercado observou elevação da dívida e maior capex, com foco futuro na redução de custos de produção. A avaliação indica que, a longo prazo, a Petrobras mantém custos de produção competitivos e um cronograma de novos sistemas até 2030, com geração de caixa estável.
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