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BC identifica R$ 10,6 bi em dinheiro esquecido; parte vai para Desenrola 2.0

Banco Central aponta 10,57 bilhões em recursos esquecidos; parte será destinada ao Desenrola 2.0 para cobrir inadimplências e ampliar crédito

Cédulas de dinheiro / Foto: Pixabay
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  • O Banco Central informou que existem R$ 10,57 bilhões em recursos esquecidos por clientes em instituições financeiras no Brasil, com valores apurados até março.
  • Do total, R$ 8,13 bilhões pertencem a 45,3 milhões de pessoas físicas e R$ 2,43 bilhões a cerca de 5,04 milhões de empresas.
  • Até o momento, já foram devolvidos R$ 14,55 bilhões aos correntistas.
  • Parte desses recursos, entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões, será destinada ao Desenrola 2.0, via o Fundo Garantidor de Operações, para cobrir inadimplência de renegociação de dívidas.
  • As instituições financeiras têm até hoje para transferir os recursos ao FGO; após, haverá edital de contestação em até 30 dias e consulta individual sobre os valores no site do Banco Central. A devolução ocorre preferencialmente via Pix; há novas regras de segurança desde fevereiro, com autenticação em duas etapas no acesso ao Sistema Valores a Receber.

O Banco Central do Brasil informou que ainda existem R$ 10,57 bilhões em recursos esquecidos por clientes em instituições financeiras. Os valores consideram o estoque até março deste ano e permanecem disponíveis para retirada.

Do total, R$ 8,13 bilhões pertencem a 45,3 milhões de pessoas físicas, enquanto R$ 2,43 bilhões são de cerca de 5,04 milhões de empresas. Até o momento, o sistema já devolveu R$ 14,55 bilhões aos correntistas.

Desenrola 2.0 e uso dos recursos

O governo federal anunciou que pretende destinar entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões desses recursos ao programa Desenrola 2.0. O montante será encaminhado ao Fundo Garantidor de Operações, para cobrir inadimplências na renegociação de dívidas.

A pasta informou que parte do fundo poderá sustentar operações de crédito, ajudando famílias e empresas. O objetivo é ampliar o acesso a crédito com garantias melhores para tomadores.

Transferência aos cofres públicos e contestação

Uma portaria determinou que as instituições financeiras façam as transferências ao FGO em até cinco dias úteis, com prazo encerrando nesta terça-feira (12). Após isso, haverá edital de chamamento público para contestação.

Correntistas poderão contestar o envio dos valores ao fundo em até 30 dias corridos após a publicação do edital. O governo garante ambiente restrito para consulta de valores transferidos.

Como consultar e sacar os recursos

O canal oficial para consulta é o sistema do Banco Central, disponível no link do portal Meux. A devolução ocorre preferencialmente por Pix. Quem não tem chave pode cadastrar uma ou contatar a instituição.

Herança, inventário ou representantes legais também podem solicitar o resgate mediante documentação adequada. O BC reforça que o login continua via gov.br com verificação adicional por aplicativo.

Segurança e orientações do BC

Desde fevereiro, o acesso ao Sistema Valores a Receber exige autenticação em duas etapas. O BC alerta que não envia mensagens ou ligações pedindo dados pessoais para liberar recursos, pedindo cautela contra golpes.

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