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BNDES evita recuperação judicial de empresas estratégicas, diz Mercadante

BNDES afirma atuação para evitar recuperações judiciais de empresas estratégicas; Braskem passa por saneamento e governança fortalecida, com reação positiva do mercado

O presidente do BNDES, Aloisio Mercadante
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  • O BNDES diz que atua para evitar recuperações judiciais de empresas, buscando soluções mesmo com participação pequena.
  • Braskem passou por amplo saneamento e mudança de governança, com entrada da gestora IG4; ação da companhia subiu mais de 21%.
  • A inadimplência de atrasos acima de 90 dias fechou o primeiro trimestre de 2026 em 0,046%, a menor do mercado.
  • O banco teve lucro recorrente de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026, elevando o acumulado de doze meses para R$ 15,6 bilhões.
  • Ativos totais chegaram a cerca de R$ 995 bilhões (próximo de R$ 1 trilhão) e a carteira de crédito atingiu R$ 678,2 bilhões; aprovações de crédito somaram R$ 45,7 bilhões no trimestre.

O BNDES afirma atuar para evitar recuperações judiciais de empresas, com foco em soluções viáveis. O presidente Aloisio Mercadante comentou que o banco acompanha casos com atenção, sem comentar companhias abertas por prudência.

Mercadante destacou que houve saneamento na Braskem, com mudanças na governança, e que o mercado reconheceu as alterações. A ação da Braskem subiu mais de 21% neste terça-feira, ainda segundo o presidente.

Para o Banco, houve participação da gestora IG4 na reestruturação, com diálogo entre credores, Petrobras e sócios. Mercadante descreveu negociações duras, porém suficientes para um salto na situação financeira da empresa.

Braskem

Mercadante informou que o BNDES trabalhou junto a credores, Petrobras e sócios para encontrar soluções. O objetivo foi sanear financeiramente e viabilizar a continuidade de operações estratégicas.

A avaliação do mercado acompanhou a transformação, com reforço de governança e de estrutura de composição acionária. Em relatório, o JPMorgan elevou a recomendação da Braskem para neutra/overweight, destacando governança fortalecida.

Inadimplência

O presidente do BNDES afirmou que a instituição mantém trajetória de crescimento sólido, próximo de 1 trilhão em ativos. A inadimplência, medida por atrasos acima de 90 dias, foi de 0,046% no 1º trimestre, ante 0,06% no quarto trimestre de 2025.

Mercadante citou expectativa de continuidade no aumento de consultas de financiamento. No 1º trimestre, aprovações, desembolsos e consultas cresceram entre 37% e 65% frente ao mesmo período de 2025.

Lucro

O BNDES divulgou lucro recorrente de R$ 3,1 bilhões no 1º trimestre de 2026, aumento de 17% frente a 2025. O desempenho anualizado supera R$ 15,6 bilhões, nos últimos 12 meses encerrados em março, com alta de 22% sobre 2022.

Alexandre Abreu, diretor financeiro, informou que o resultado é o maior da história de forma anualizada. Em março de 2026, ativos totais somaram R$ 995 bilhões, e a carteira de crédito atingiu R$ 678,2 bilhões, com alta de 14% ante 2025.

Desempenho financeiro

As aprovações de crédito no 1º trimestre somaram R$ 45,7 bilhões, 37% acima de 2025 e 254% acima de 2022. Desembolsos chegaram a R$ 36,2 bilhões, 44% acima de 2025. O total de consultas atingiu R$ 84,4 bilhões, alta de 65%.

No período, a carteira expandida se manteve em torno de R$ 678 bilhões, com crescimento impulsionado pelos setores de indústria (67%), infraestrutura (51%) e agropecuária (40%).

Operações com entes públicos e MP Mes

Entre 2023 e março de 2026, aprovações para entes públicos somaram R$ 41 bilhões, 7,3 vezes as operações entre 2019 e 2022, com foco em mobilidade, logística e adaptação climática. Para MP/MPEs, aprovações alcançaram R$ 29 bilhões, expansão de 120% em comparação a 2025.

Garantias prestadas por fundos garantidores atingiram R$ 20,8 bilhões, elevando o apoio total a MP/MPEs para R$ 49,8 bilhões, crescimento de 44% frente a 2025.

Indicadores de solvência

O índice de Basileia ficou em 24,1% em 31 de março de 2026, acima do mínimo regulatório, com queda em relação a dezembro de 2025 por valorização dos ativos de maior risco. O patrimônio líquido somou R$ 192 bilhões no mesmo dia, impulsionado pelo lucro de R$ 3,9 bilhões no trimestre.

A carteira de crédito expandida, incluindo crédito, repasses e debêntures, chegou a R$ 678 bilhões, alta de 2,2% desde dezembro de 2025 e 235 bilhões a mais que o 1º trimestre de 2022.

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