- O CEO da BlackRock, Larry Fink, disse ter inveja do Pix brasileiro e gostaria que os Estados Unidos tivessem infraestrutura semelhante, durante a Brazil Week em Nova York.
- Fink defende a tokenização como próxima transformação dos mercados, para ativos como ações, títulos, fundos, imóveis e renda fixa.
- Ele destacou o Brasil como um dos países mais avançados em digitalização financeira, elogiando a “mentalidade digital” da população.
- O Pix seria, segundo ele, mais que um meio de pagamento rápido: uma base de infraestrutura capaz de transformar a relação entre pessoas, dinheiro e investimentos.
- O executivo conectou esse potencial à inteligência artificial, afirmando que a demanda por computação e energia cresce mais do que a oferta, com o Brasil bem posicionado pela disponibilidade de energia e recursos naturais.
O CEO da BlackRock, Larry Fink, disse durante a Brazil Week em Nova York que tem grande admiração pelo Pix, sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, afirmando que gostaria que os Estados Unidos tivessem uma infraestrutura similar. A declaração ganhou destaque pela posição de Fink, que comanda a maior gestora de ativos do mundo, com cerca de US$ 14 trilhões sob gestão, e pela defesa da tokenização como próxima transformação dos mercados.
Ele afirmou que o Pix representa uma base de infraestrutura que pode mudar a relação entre pessoas, dinheiro e investimentos, além de reduzir fraudes e formalizar parte da economia. Segundo o executivo, o Brasil hoje está entre os países mais avançados na digitalização financeira e apresenta uma mentalidade digital ampliada pela população.
Tokenização como futuro da infraestrutura financeira
Fink conectou o elogio ao Pix à tese da BlackRock de que a tokenização deve modernizar o sistema global, tornando ativos como ações, títulos e imóveis mais fáceis de emitir, negociar e acessar. Em 2026, a gestora projeta carteiras digitais que agreguem pagamentos, crédito e ativos tokenizados em um único ambiente.
O executivo comparou a etapa atual da tokenização aos primeiros dias da internet comercial, ressaltando que a transformação ainda está no começo, mas pode acelerar rapidamente conforme a infraestrutura amadurece.
Inteligência artificial e energia como diferencial
A discussão sobre IA destacou a demanda por computação, memória e energia, apontando que a oferta não acompanha o ritmo da demanda por pelo menos uma década. Países com energia barata e infraestrutura robusta tendem a ganhar nessa fase tecnológica, e o Brasil foi citado como posicionado favoravelmente pela disponibilidade de energia solar, recursos naturais e um mercado interno significativo.
Segundo Fink, a disponibilidade de energia competitiva pode se tornar um fator determinante para o desenvolvimento de data centers e soluções de IA, fortalecendo uma vantagem econômica duradoura para países com esse perfil.
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