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Desenrola 2.0 renegocia quase R$ 1 bilhão em dívidas, diz Durigan

Desenrola 2.0 chega a quase R$ 1 bilhão em dívidas renegociadas, com 200 mil pedidos e expansão prevista para o Fies

O ministro da Fazenda, Dario Durigan. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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  • O Desenrola 2.0 renegocia quase R$ 1 bilhão em dívidas com bancos; cerca de 200 mil pedidos foram encaminhados e ~100 mil operações estão quase concluídas.
  • O programa atende pessoas com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105) e prevê ampliação para estudantes inadimplentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) ainda nesta semana.
  • Podem ser usados até 20% do saldo do FGTS (ou até R$ 1 mil) para quitar dívidas; as renegociações podem ter descontos de 30% a 90%, juros de até 1,99% ao mês e prazo de pagamento de até 48 meses.
  • O Novo Desenrola Brasil terá quatro frentes: Desenrola Famílias, Desenrola Fies, Desenrola Empresas e Desenrola Rural, com mobilização nacional de 90 dias para estimular renegociações.
  • O governo estima renegociar até R$ 42 bilhões e acredita que mais de 1 milhão de estudantes podem ser beneficiados pelo Fies.

O programa Desenrola 2.0, lançado pelo governo federal para renegociação de dívidas com bancos, está próximo de chegar a 1 bilhão de reais em débitos renegociados, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan. A atualização ocorreu nesta segunda-feira, 11, durante anúncio oficial.

Durigan informou que cerca de 200 mil pedidos de renegociação já foram enviados aos bancos participantes. Desses, aproximadamente 100 mil operações estão praticamente concluídas, indicando avanço significativo do programa.

O foco inicial é em famílias com renda mensal de até cinco salários mínimos, hoje correspondente a 8.105 reais. O governo também planeja ampliar o Desenrola 2.0 para incluir estudantes inadimplentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), com operação prevista para esta semana.

Desenrola 2.0 prevê que bancos ofereçam novos empréstimos para quitar dívidas antigas com condições mais favoráveis. As dívidas elegíveis incluem cartões de crédito, cheque especial e crédito pessoal contratados até 31 de janeiro de 2026, com atraso entre 90 dias e dois anos.

Condições oferecidas incluem descontos de 30% a 90%, juros de até 1,99% ao mês e prazo de pagamento de até 48 meses. A primeira parcela pode ser paga em até 35 dias, com limite de renegociação de 15 mil reais por pessoa em cada banco.

  • Os trabalhadores poderão usar até 20% do saldo do FGTS para quitar dívidas, ou até 1 mil real, prevalecendo o maior valor. A medida visa reduzir o endividamento e evitar crédito mais caro.

O programa foi estruturado em quatro frentes: Desenrola Famílias, Desenrola Fies, Desenrola Empresas e Desenrola Rural. A mobilização nacional terá duração de 90 dias para estimular renegociações e reduzir a inadimplência.

No caso do Fies, as condições variam conforme o perfil do estudante e o tempo de atraso. Débitos com mais de 360 dias podem ter descontos de até 77% para estudantes fora do Cadúnico e até 99% para inscritos no Cadúnico, com possibilidade de parcelamento em até 150 vezes. A expectativa é beneficiar mais de 1 milhão de estudantes.

Cenário econômico e impactos previstos: o lançamento ocorre em meio ao elevado endividamento das famílias. Dados do Banco Central indicam que boa parte da renda está comprometida com dívidas de juros elevados, como cartão de crédito e cheque especial. O Ministério da Fazenda projeta renegociar até 42 bilhões de reais ao longo do programa.

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