- A inflação nos Estados Unidos subiu para 3,8% em abril, mais rápido desde maio de 2023, impulsionada pela energia.
- Quase metade do avanço veio dos custos de energia, com habitação e alimentação também contribuindo.
- A guerra entre EUA/Israel e Irã e o fechamento do Estreito de Hormuz elevaram o preço da gasolina, com o valor médio nacional do galão sem chumbo em US$ 4,50.
- A alta de abril, frente a 3,3% em março, dificulta a previsão de cortes de juros pelo Federal Reserve neste ano.
- Além de combustível, tarifas aéreas e vestuário também subiram, enquanto o preço de carros novos caiu levemente.
A inflação nos Estados Unidos acelerou em abril, chegando a 3,8% no último 12 meses. O avanço foi impulsionado pela alta nos preços de energia e, em menor medida, de moradia e alimentação. A leitura é a mais alta desde maio de 2023.
Segundo o Bureau of Labor Statistics, quase metade da alta decorreu do encarecimento de energia, com gásolina mais cara pressionando o CPI. O custo de moradia e de alimentos também contribuiu para o índice.
A situação ocorre em meio a tensões no Oriente Médio, com relatos de interrupção no estreito de Hormuz, passagem essencial para o petróleo. A média nacional do preço da gasolina sem chumbo chegou a 4,50 dólares por galão.
O dado de inflação de abril dificulta o cenário para o Federal Reserve, que pode manter a taxa de juros estável neste ano. Em março, a inflação estava em 3,3%. O ajuste pode impactar decisões de política monetária e o ambiente eleitoral a seguir.
Além de energia, o custo de passagens aéreas e vestuário também subiu nos 12 meses encerrados em abril, enquanto o preço de carros novos caiu levemente. O relatório aponta mudanças distintas entre componentes do CPI.
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