- A Netflix afirmou ter investido mais de US$ 135 bilhões em filmes e séries e contribuído com mais de US$ 325 milhões para a economia global, segundo dados divulgados nesta terça-feira, 12.
- A empresa afirmou ter firmado parcerias com mais de 2 mil produtoras locais ao redor do mundo e produzido conteúdo em mais de 4.500 cidades, além de licenciar produções de mais de 3 mil companhias.
- A Netflix disse ter gerado suporte a mais de 425 mil empregos, com a participação de 700 mil figurantes e trabalhadores diaristas em suas produções.
- O executivo Francisco Ramos, vice-presidente de conteúdo para a América Latina, afirmou que os números visam mostrar a contribuição social da empresa e fortalecer vínculos com talentos locais para construir um ecossistema duradouro.
- No Brasil, o projeto é considerado ambicioso, com a expectativa de usar 2026 como marco de dez anos da primeira produção original brasileira (3%); a empresa ressalta o impacto da indústria local, incluindo grandes equipes de efeitos especiais.
A Netflix afirma ter investido mais de US$ 135 bilhões em filmes e séries ao longo de sua trajetória, segundo dados divulgados nesta terça-feira. A empresa também sustenta ter contribuído com mais de US$ 325 milhões para a economia global e ter criado empregos em diversas regiões. A divulgação ocorre por meio de dados de impactos econômicos da própria companhia.
Segundo Francisco Ramos, vice-presidente de conteúdo da Netflix para a América Latina, a divulgação visa mostrar a contribuição da empresa para a sociedade e o ecossistema audiovisual, além de reforçar o compromisso com o público. Ramos enfatizou que a iniciativa ajuda a criar uma imagem mais completa da atuação da empresa.
A Netflix informou ainda ter firmado parcerias com mais de 2 mil produtoras locais ao redor do mundo e produzido conteúdo em mais de 4.500 cidades. Também afirma ter licenciado produções de mais de 3 mil companhias, incluindo emissoras públicas de televisão, e ter apoiado mais de 425 mil empregos, com 700 mil figurantes e trabalhadores diaristas envolvidos.
Quanto ao Brasil, Ramos destacou um plano de crescimento ambicioso. A empresa relembra o aniversário de dez anos da primeira produção original brasileira, 3%, em 2026, e afirma que está buscando séries com qualidade superior às anteriores. A meta é fortalecer a indústria local e atrair novos criadores, segundo o executivo.
O executivo citou a minissérie Senna como exemplo do impacto da Netflix no país, mencionando que a produção de 2024 empregou mais de 1.100 profissionais de efeitos especiais. Ramos ressaltou que o efeito não é apenas da Netflix, mas de toda a atuação da indústria, inclusive para a concorrência que também trabalha em escala.
A empresa também abordou o uso da inteligência artificial (IA) na produção. Ramos descreveu a IA como um conjunto de ferramentas que ampliam o alcance criativo, permitindo realizar trabalhos com recursos técnicos antes indisponíveis. A Netflix aponta exemplos em projetos com jogos reconstituídos de forma digital.
Enquanto isso, a Netflix cita casos como a minissérie Brasil 70, prevista para estrear no fim do mês, para ilustrar a aplicação de IA na replicação de jogos históricos. A proposta é manter o papel das equipes criativas — diretores, diretores de arte, fotógrafos e atores —, mas usar tecnologia para ampliar o escopo de produção.
A divulgação dos números é global e não detalha gastos por região ou país. Ramos afirmou que o orçamento anual da Netflix cresce a cada ano para sustentar o aumento de produção e atender às expectativas dos assinantes, mantendo o foco na entrega de mais entretenimento.
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