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Ações da Vale sobem com minério de ferro e expectativa por encontro Xi-Trump

Vale avança com alta do minério de ferro e expectativa de encontro entre Xi Jinping e Donald Trump, sustentando o Ibovespa

Sede da Vale no Rio de Janeiro — Foto: Agência Vale
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  • Ações da Vale (VALE3) subiram 1,61%, a R$ 84,59, enquanto o Ibovespa avançou 0,07%, aos 180.461 pontos (sexta-feira, 13 de março).
  • A valorização da Vale vem da alta do minério de ferro e da expectativa de acordo comercial entre Estados Unidos e China, com potencial impacto em chips e IA.
  • Analistas destacam resiliência da demanda por minério e o desempenho setorial como sustentação para o índice.
  • O contrato futuro de minério de ferro na bolsa de Dalian, com vencimento em setembro, fechou em 820 yuans (US$ 120,7) por tonelada, alta de 0,31%.
  • O BTG Pactual mantém recomendação de compra para Vale, estimando preço de US$ 102 por tonelada em 2026 e destacando a China como fator de demanda.

Ações da Vale sobem na sessão desta quarta-feira, pressionadas pela alta do minério de ferro e pela expectativa de um encontro entre Xi Jinping e Donald Trump. O papel VALE3 operava em alta por volta das 13h45, com ganho de 1,61% e cotação de R$ 84,59, enquanto o Ibovespa avançava 0,07% aos 180.461 pontos.

Participantes do mercado atribuem a valorização ao vigor da demanda por minério, aliado a uma leitura de que o encontro entre os líderes pode destravar acordos comerciais. Há ainda a possibilidade de avanços em negociações envolvendo chips e ferramentas de inteligência artificial, que poderiam sustentar a demanda por minerais.

A análise de sazonalidade também aponta para um impulso setorial, com manutenções preventivas ao longo do ano pressionando estoques. Nesse ambiente, houve especial destaque para o cobre nos últimos dias, ajudando a sustentar cotações e o humor do setor.

No mercado internacional, o contrato futuro mais ativo de minério de ferro na Bolsa de Dalian, com vencimento em setembro, fechou em alta de 0,31%, a 820 yuans por tonelada (US$ 120,7). A produção de ferro-gusa na China se manteve estável, conforme dados observados por analistas.

Analistas destacam a resiliência dos preços do minério como apoio às ações do setor. O Citi aponta que mineradoras brasileiras podem registrar um segundo trimestre mais forte, com volumes de exportação robustos e preços estáveis. O principal risco continua sendo o aumento de custos logísticos.

O BTG Pactual reforça que o minério tem se mantido acima de US$ 100 por tonelada, influenciado pela inflação de custos, com frete e diesel elevando o custo marginal. A China permanece como motor de demanda, ainda diante de fraqueza imobiliária, mantendo utilização de altos-fornos próxima de 90%.

Diante do cenário, o BTG mantém recomendação de compra para as ações da Vale e projeta preço do minério de ferro em US$ 102 por tonelada em 2026, ressaltando a Vale como uma das maiores beneficiárias da atual dinâmica de preços.

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