- Amobitec afirma que a revogação da taxa das blusinhas corrige distorções e que a cobrança não gerou empregos nem renda para setores beneficiados.
- A taxa de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 esteve vigente desde agosto de 2024 e foi zerada pelo governo em 12 de maio de 2026.
- Estudos encomendados pela associação, da Global Intelligence Analytics, indicam aumento de preços e lucros sem ganho de emprego, com benefícios absorvidos principalmente pelo varejo nacional.
- A retirada da taxação deve ampliar o acesso ao consumo, principalmente para a população de menor renda, reduzindo desigualdades entre viajantes que usufruíam de isenção e quem compra online.
- Entidades do varejo e da indústria criticam a medida, dizendo que facilita a competição de empresas estrangeiras e pode criar desigualdade tributária na concorrência com plataformas internacionais.
A revogação da taxa de importação sobre compras internacionais de pequeno valor, conhecida como taxa das blusinhas, foi anunciada pelo governo federal nesta semana. A medida zerou o imposto de 20% sobre compras de até US$ 50, vigente desde agosto de 2024. A Amobitec apoia o retorno à isenção.
Segundo a associação, a taxa elevou preços no varejo nacional sem gerar empregos ou renda nos setores protegidos. O diretor-executivo André Porto afirma que a justificativa inicial era estimular a indústria local, mas não houve comprovação dos efeitos esperados.
Estudos encomendados pela Amobitec, conduzidos pela Global Intelligence Analytics, indicam ausência de ganho em emprego e inflação acima do esperado. A análise afirma que os benefícios ficaram com o varejo nacional via reajuste de preços.
Acesso ao consumo
Com a retirada do tributo, a Amobitec espera ampliar o poder de compra, especialmente entre famílias de menor renda. A entidade aponta desigualdade gerada pela isenção apenas para quem viaja com frequência ao exterior.
Para Porto, a revogação traz um modelo mais alinhado a padrões internacionais. A associação defende que a economia não perde relevância com a mudança e o acesso a bens deve aumentar.
Críticas à revogação
Algumas entidades discordam da decisão. CNI, IDV, Abit e Abvtex destacam preocupações com impacto competitivo entre varejo nacional e plataformas estrangeiras. Argumentam que a medida pode elevar a tributação para empresas brasileiras.
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