- Dólar fechou em alta de 2%, cotado pouco acima de R$ 5, após áudio em que o senador Flávio Bolsonaro cobra dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro antes da liquidação do Banco Master.
- Ibovespa caiu 1,8% no mesmo dia.
- A versão nacional do The Intercept publicou o áudio em que Flávio Cobra dívidas ligadas ao filme The Dark Horse, anterior à prisão de Vorcaro; mercado aponta que o real teve o pior desempenho entre trinta e três moedas.
- Governação pediu a prisão de Flávio Bolsonaro; Intercept aponta pagamentos de US$ 10,6 milhões entre fevereiro e maio de 2025, com metade do valor restante (R$ 136 milhões) não quitada por ocasião da operação que prendeu o banqueiro e liquidou o banco.
- Flávio Bolsonaro negou irregularidades, dizendo que houve patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai, sem dinheiro público.
O dólar fechou em alta de 2%, acima de R$ 5, após a divulgação de um áudio em que o senador Flávio Bolsonaro cobra valores do banqueiro Daniel Vorcaro, antes da liquidação do Banco Master. A divulgação ocorreu na véspera de uma prisão relacionada ao caso. O movimento inverteu a tendência de queda da moeda na sessão e impactou o mercado de ações, com o Ibovespa caindo 1,8%.
A publicação foi produzida pela versão brasileira do The Intercept, e aponta que o áudio contém cobranças de dívidas associadas a eventos ligados ao cinema que retrata a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo análises do mercado, o real ficou entre as piores moedas entre 33 legendadas em operações internacionais.
Na esteira das informações, membros da base governista manifestaram apoio a medidas contra Flávio Bolsonaro, citando a necessidade de apurar as denúncias. A reportagem do Intercept também apontou pagamentos que somariam cerca de US$ 10,6 milhões (mais de R$ 60 milhões na cotação do período), com parte do montante supostamente quitada entre fevereiro e maio de 2025.
A reportagem indica que houve uma parcela restante não paga, estimada em aproximadamente US$ 5,3 milhões, equivalente a cerca de R$ 136 milhões, que não foi quitada em função da prisão do banqueiro e da liquidação do banco envolvido. As informações geraram ampla repercussão no mercado financeiro.
O senador Flávio Bolsonaro negou irregularidades, em nota, afirmando que o caso envolve patrocínio privado para um filme privado sobre a história do pai, sem uso de recursos públicos ou mecanismos de incentivo cultural. Ele reiterou a inexistência de qualquer ligação com políticas públicas.
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